Aerial view of an area in the Amazon deforested for the expansion of livestock, in Lábrea, Amazonas state. The Amazon is still covered in smoke and torn by criminal and unrestrained destruction, according to overflights produced by the Amazon in Flames Alliance, organized by Amazon Watch, Greenpeace Brazil and the Brazilian Climate Observatory. The expedition took place between September 13th and 17th, in the cities of Porto Velho (Rondônia state) and Lábrea (southern Amazonas state). Vista aérea de um desmatamento na Amazônia para expansão pecuária, em Lábrea, Amazonas. A Amazônia segue encoberta pela fumaça e marcada pela devastação criminosa e sem controle. Foi o que comprovaram sobrevoos realizados pela Aliança Amazônia em Chamas, formada pelas organizações Amazon Watch, Greenpeace Brasil e Observatório do Clima. A expedição ocorreu entre os dias 13 e 17 de setembro, nos municípios de Porto Velho, Rondônia, e Lábrea, sul do Amazonas.

Vídeo manifesto denuncia avanço do desmatamento na Amazônia

Ação da ativista e comunicadora Samela Sateré Mawé e Alianima será divulgada na Semana Mundial do Meio Ambiente

Da Alianima

De 1.º de agosto de 2020 a 31 de julho de 2021, a Amazônia perdeu 13.235 km² de floresta nativa, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Trata-se de uma área desmatada equivalente a nove cidades de São Paulo e que representa um aumento de 75% em relação ao índice registrado em 2018. Para denunciar o avanço do desmatamento, especialmente nos territórios indígenas amazônicos, a ativista e comunicadora Samela Sateré Mawé, em parceria com a Alianima — organização que atua na agenda da proteção animal e ambiental–, lançam na quinta-feira, 2 de junho, o vídeo-manifesto “Povos Indígenas: A cura da terra. O conteúdo está sendo divulgado por meio das redes sociais da ativista e da Alianima e também no website

A iniciativa visa chamar a atenção para esta questão urgente do avanço do desmatamento na Amazônia, que também estará na pauta do Dia Mundial do Meio Ambiente 2022, evento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) que será realizado no próximo domingo (5), em Estocolmo, na Suécia. Na edição deste ano, o evento terá como tema o mote ‘Uma Só Terra’“Nossos territórios (e corpos) estão sendo ameaçados. Não apenas com o garimpo, mas também com o avanço diário da pecuária, que se desdobra em desmatamento, arrendamentos de terra e grilagem”, alerta Samela, que participará do evento do PNUMA, no dia 5, como comunicadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANIMIGA). 

“O nosso objetivo é somar esforços para a divulgação desta pauta que é de interesse global. É urgente a necessidade de frear o avanço do desmatamento na Amazônia e isso passa também por um processo de ressignificação da nossa relação com o planeta, nossos hábitos de consumo e como enxergamos e promovemos nossas conexões com os animais e o meio ambiente”, explica Patrycia Sato, presidente da Alianima. 

Em abril passado, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) detectou a perda de 1.197 km² no bioma, 54% a mais do que o registrado no mesmo mês de 2021 e o pior índice dos últimos 15 anos. Esses resultados representam um sinal de alerta e poderão confirmar uma estimativa prévia de mais de 15 mil km² de floresta nativa derrubada entre agosto de 2021 e junho de 2022. 

“Nossas terras estão sendo roubadas para criação de gado e monoculturas, como soja e milho. Nossa biodiversidade está sendo atacada pelo apetite voraz pela carne brasileira. Precisamos lembrar que nossa floresta está perdendo toda sua vivacidade para a pecuária, que incentiva desmatamento e queimadas”, diz Samela. De acordo com o Imazon, pelo menos 40% de toda a carne que os brasileiros consomem tem origem em fazendas localizadas na Amazônia Legal. Os pastos dedicados à pecuária ocupam cerca de 90% da área total desmatada, e mais de 90% do desmatamento é ilegal, complementam dados do projeto Amazônia 2030. 

A expansão da fronteira agrícola pode ser explicada pelos baixos preços da terra na região e a maior produtividade das pastagens nos principais centros pecuaristas. O capital que patrocina esse avanço muitas vezes tem origem na exploração ilegal da madeira das áreas desmatadas.Se tudo que fazemos é político, a forma como nos alimentamos também é. É preciso nos questionar diariamente se nossas escolhas pessoais não estão custando a vida de povos indígenas, de animais e de todo o meio ambiente. Somos parte do problema e também da solução”, afirma a ativista. 

Assista o vídeo manifesto:

Dia Mundial do Meio Ambiente 

Sob o tema “Uma Só Terra”, o evento do Dia Mundial do Meio Ambiente, no domingo (5), na Suécia, vai destacar a necessidade de se viver de forma sustentável em harmonia com a natureza, promovendo transformações, a partir de políticas públicas e das nossas escolhas, rumo a estilos de vida menos poluentes e mais verdes. “Uma Só Terra” foi o lema da Conferência de Estocolmo de 1972, e 50 anos depois, se mantém necessário. 

O vídeo-manifesto está publicado nas redes sociais de Samela (@sam_sateremawe) e da Alianima (@alianima.br). O conteúdo completo também está disponível com legenda em Inglês no site.

Sobre a ativista e comunicadora Samela Sateré Mawé

Samela é uma jovem ativista na luta pelos povos indígenas. É uma das porta-vozes do povo Sateré-Mawé, comunicadora na Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), além de estudante de Biologia, artesã e produtora de conteúdos para redes sociais diversas. Utiliza da internet como ferramenta de resistência para defender suas tradições ancestrais e amplificar a luta pelos direitos de povos originários.

Sobre a Alianima

A Alianima é uma organização de proteção animal e ambiental que atua para reduzir o sofrimento de animais impactados pela ação humana e refrear a degradação dos ecossistemas brasileiros, adotando uma perspectiva não-antropocêntrica e embasamento técnico-científico para compor suas ações. Saiba mais aqui.

Imagem de desmatamento em Lábrea, município do sul do Amazonas, captada em setembro de 2021 (Foto: Victor Moriyama/Amazônia em Chamas/Divulgação Greenpeace – Reprodução Instituto Imazon)

Informações para a imprensa

ALTER Conteúdo Relevante

Claudia Fernandes — claudia@alterconteudo.com.br – + 55 21 99914-1769

Renata Souto — renata@alterconteudo.com.br +55 21 99977-6208

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