Crianças negras se veem representadas na sociedade?

|Foto: Ethel Rudnitzki

“A construção da identidade na infância se dá nas comunidades – escola, casa, espaços de lazer – e nem sempre os pais dão conta de todos os espaços, Por isso, precisamos pensar estruturalmente.”

Joice Berth, arquiteta, ativista do feminismo negro e mãe, participante da imersão Imagina.vc

 

A representatividade do negro no Brasil ainda está repleta de lacunas por não levar muito em consideração o fato de a maioria da população do país se auto-declarar parda e preta. Ainda hoje, a maioria dos espaços midiáticos são destinados a pessoas brancas, o que mantém o cenário bem distante da realidade étnica do nosso país.

Nos meios de comunicação e na publicidade, o protagonismo dos negros é quase nulo, onde na maioria das vezes essas pessoas têm pouco destaque e desempenham papéis de subalternidade. Influenciando para que a população negra do país seja educada a ter uma visão distorcida da sua própria imagem, o que reflete diretamente em sua autoestima, os deixando sem representatividades positivas. Isso interfere também no modo como a sociedade passa a ver as pessoas negras, fazendo com que criem um viés inconsciente, responsável pela formação de estereótipos negativos a respeito deles.

Na infância, o impacto que essa deficiência de representatividade pode resultar é muito preocupante. Fazendo com que as crianças sejam alvo de racismo por parte dos colegas na escola, os levando a ter apelidos racistas e os deixando vulneráveis a sofrer racismo até mesmo por parte dos professores, o que faz estudantes negros serem mais punidos em sala de aula, por exemplo, como aponta a pesquisadora Ellen de Lima Souza.

Para além da representação dos negros nos tempos atuais, é preciso repensar a forma como eles são retratados nos livros didáticos usados nas escolas, é preciso extrapolar a imagem do negro escravo e servente e mostrar outras realidades, que também foram de resistência e luta, como o caso de Dandara e Zumbi dos Palmares. A lei 10.639, que determina o ensino nas escolas da história e contribuição dos negros no Brasil, ainda não é praticada por todas as instituições, infelizmente.

Colaborar para mais diversidade no campo da representatividade negra, contribui também para que crianças negras ampliem sua percepção de futuro,  ressignificando a imagem depreciativa criada pela cultura hegemônica e se tornando inspiração para que esses pequenos não sigam somente os estereótipos esperados para o negro na sociedade.

O Imagina Coletivo juntou especialistas, pessoas que já estão neste movimento e crianças negras para ter uma conversa criativa, imaginando e construindo um mundo onde #ErêPodeTudo. A voz da criançada foi escutada e compartilhamos com vocês:

Criamos conteúdos para que crianças negras se vejam de forma positiva, contribuindo para o conhecimento da sua beleza e identidade, ajudando também para que elas se tornem crianças mais preparadas para lidar com a diversidade, com o combate ao preconceito e para serem possíveis agentes de transformação social.

Quer fazer parte desta transformação? Inscreva-se na jornada #ErêPodeTudo neste link http://bit.ly/ErePodeTudo e receba conteúdos exclusivos e gratuitos (vídeos, lambe-lambes, chamadas para ação, vídeos e muito mais) por e-mail ou whatsapp. Para transformar a realidade das nossas crianças negras, é preciso transformar educadores e pessoas adultas. Isso inclui não só a educação formal, mas também a forma como esse processo de socialização acontece nas famílias e na sociedade em geral.

Vamos juntos construir o mundo que queremos e nele, nossas crianças negras podem tudo!

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O Imagina Coletivo tem o propósito de ativar o potencial transformador das pessoas. Usamos a comunicação como ferramenta e construímos juntos novas formas de experimentar a mudança. Conheça mais da gente em: www.imagina.vc

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