Uma questão geral (Português/Italiano)

saude
A hesitação de uma conferência que não quer deixar espaço para a frágil maioria: as mulheres

Chiara Zanotelli e Daniele Savietto, da Agência Jovem de Notícias

Em 9 de dezembro, a Conferência das Partes sediou o 3° Gender Day, dando lugar a uma série de eventos destinados a aumentar o foco na igualdade de gênero e na importância de se legitimar e conferir real poder também para as mulheres. A COP20 poderia representar um marco nos esforços de inclusão dos direitos das mulheres e da questão da igualdade de gênero em um processo global. Em vista do aniversário, celebrado no próximo ano, da Plataforma de Ação de Beijing, é altamente desejável uma cuidadosa consideração sobre a igualdade de gênero, em termos de decisões concretas e não apenas de belas e vagas declarações.

Já em Doha, em 2012, foi adotada uma decisão que promove o equilíbrio de gênero e permite uma participação mais ampla das mulheres na tomada de decisões dentro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. A Constituency de Mulheres e de Gênero (WGC) tem trabalhado duro para incluir, em todos os acordos sobre o clima, a equidade de gênero e os direitos humanos, sendo essas questões transversais. Isso significa incluir a perspectiva de gênero em todos os órgãos de tomada de decisão e nas discussões que estão ocorrendo nestes dias em Lima.

Em outras palavras, há uma necessidade urgente de dar sentido à retórica sobre a igualdade de gêneros dentro das negociações sobre mitigação, adaptação e Loss and Damage (Perdas e Danos).

Para aqueles que se esquecem de forma indesculpável, a vulnerabilidade às mudanças climáticas pode ser definida como a capacidade de uma pessoa ou grupo de pessoas de antecipar, lidar, resistir e se recuperar dos impactos de um desastre climático. Aqueles que têm menos recursos (leia-se, as mulheres) têm mais dificuldade em se adaptar. A adaptabilidade está ligada à tecnologia, ao acesso aos recursos, à educação e à informação, e muitas mulheres ainda sonham com esses requisitos para viver uma vida decente.

É o momento, para aqueles que tomam decisões, de admitir que a legitimidade do poder para as mulheres é um dever e não apenas uma possibilidade a considerar, em todos os setores, em todas as conferências e em todos os níveis de tomada de decisão, tanto local quanto internacionalmente. As mudanças levam tempo, mas, como a água corrói a pedra conforme flui para o estuário, assim será para os direitos humanos – e, quando chegar o momento, o que tem que acontecer irá acontecer, apesar da oposição obstinada a uma mudança real. Este é o tempo: vamos aproveitar esta oportunidade com sabedoria. Lima é uma oportunidade única, por isso é melhor matar dois coelhos com uma cajadada só. Exacerbar a desigualdade ao não tomar as decisões certas, como já se tem feito com a mudança climática, não será a decisão correta, mas apenas a enésima tentativa do sistema das Nações Unidas em confrontar e resolver problemas locais.

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UNA QUESTIONE GENERALE

I tentennamenti di una conferenza che non vuole lasciare spazio alla debole maggioranza: le donne

Chiara Zanotelli e Daniele Savietto, dell’Agenzia di Stampa Giovanile

Il 9 dicembre la Conferenza delle Parti ha ospitato il 3° Gender Day, dando spazio ad una serie di eventi che miravano ad innalzare l’attenzione sull’eguaglianza di genere nonché sull’importanza di legittimare e conferire poteri reali anche alle donne. La COP20 potrebbe rappresentare una pietra miliare negli sforzi di inclusione dei diritti delle donne e della questione dell’eguaglianza di genere in un processo globale. In vista dell’anniversario che si celebrerà il prossimo anno della Piattaforma d’Azione di Beijing, una considerazione attenta dell’eguaglianza di genere, in termini di decisioni pratiche, e non solo di squisite vaghe dichiarazioni, è altamente opportuna.

Già a Doha, nel 2012, fu adottata una decisione che promuove il bilanciamento di genere e permette una più larga partecipazione decisionale femminile all’interno della Convenzione Quadro delle Nazioni Unite sui Cambiamenti Climatici. La Constituency delle Donne e del Genere (WGC) si è impegnata molto per includere in tutti gli accordi sul clima l’equità di genere e i diritti umani, essendo queste tematiche trasversali. Questo significa includere una prospettiva di genere in tutti i corpi decisionali e nelle discussioni che si stanno svolgendo in questi giorni a Lima.

In altre parole, c’è urgenza che un significato alla retorica sull’eguaglianza di genere sia dato all’interno delle negoziazioni sulla mitigazione, sull’adattamento e su Loss and Damage (perdita e danni).

Per coloro che hanno in maniera deprecabile dimenticato, la vulnerabilità ai cambiamenti climatici può definirsi la caratteristica di una persona o di un gruppo di persone in termini di capacità ad anticipare, affrontare, resistere e riprendersi dagli impatti di un disastro climatico. Comunque, coloro che hanno meno risorse (da leggersi, le donne) hanno una maggiore difficoltà ad adattarsi. L’adattabilità è collegata alla tecnologia, all’accesso alle risorse, all’educazione e all’informazione, mentre molte donne ancora sognano di questi requisiti per vivere una vita dignitosa.

È ora che coloro che andranno ad assumere le decisioni ammettano che la legittimazione del potere alle donne sia un dovere e non soltanto una possibilità da prendere in considerazione, in tutti i settori, in tutte le conferenze e a tutti i livelli decisionali, sia su scala locale che internazionale. I cambiamenti richiedono tempo ma, come l’acqua erode la pietra mentre scorre verso l’estuario, così sarà per i diritti umani, e quando sarà il momento ciò che deve succedere accadrà nonostante l’ottusa opposizione ad un cambiamento reale. Questo è il momento: utilizziamo quest’opportunità saggiamente. Lima costituisce un’opportunità unica, meglio prendere due piccioni con una fava. Esacerbare l’iniquità non adottando decisioni giuste, come già contribuiscono a fare i cambiamenti climatici, non sarà la decisione corretta, ma solo l’ennesimo tentativo del sistema delle Nazioni Unite nel confrontarsi e nel risolvere problemi locali.

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