Foto resultado da oficina de fotografia da Agência Jovem de Notícias

Uma juventude que quer se ver: jovens falam suas expectativas para o Sesc 24 de Maio

| Por Jonathan Moreira, da Agência Jovem de Notícias de São Paulo |

Alguns jovens socializam na Praça Roosevelt, outros assistem a filmes na galeria Olido, têm aqueles que se amam no Largo do Arouche, ou transitam da galeria do Rock à do Reggae.

Sim, todos os dias jovens ocupam o centro de São Paulo de várias formas, seja pulando catracas para protestar pelo direito à cidade, seja ajudando a construí-la com sua força de trabalho, ou deixando São Paulo cada vez mais colorida com suas manifestações sociais, artísticas e amorosas.

E é bem no centro dessa megalópole que o Sesc – Serviço Social do Comércio inaugura mais uma de suas unidades, a 24 de Maio. Próxima às estações República, Anhangabaú e São Bento do metrô, a unidade ocupa um antigo prédio, da década de 40, onde funcionou a antiga loja de departamento Mesbla.

E o que será que esses jovens, que dão vida ao centro da cidade, esperam da programação desse novo Sesc? A Agência Jovem de Notícias, que fez a cobertura educomunicativa da inauguração do Sesc 24 de Maio, foi ouvir essa galera. Confira!

 

Ana Carolina Viera Santos, 27 anos.

“Eu espero que a programação do Sesc dialogue com o histórico desse entorno, de população negra, de história e representatividade, do hip-hop dos anos 80, 90, São Bento, baile black… E tem um contingente enorme de africanos circulando por aqui, tanto na área do cabelo, que eu me interesso muito, quanto de tecidos e outras coisas. Então, eu acho que esse prédio está num lugar que pode acolher tudo isso, pra gente poder se sentir representado e continuar as coisas que meus pais faziam na juventude deles”.

 

Dandara Monteiro, 21 anos, estudante.

“Eu espero que tenha bastante incentivo à cultura alternativa, que traga novos artistas que não são tão reconhecidos, para uma arte nova, com artistas que estão chegando agora. Que acrescente jovens como a gente, que vem buscando conhecimento”.

 

Higor Mourão, 23 anos, estudante.

“Eu espero uma programação na qual eu me veja. Que mostre a realidade destes jovens que estão aqui no centro, mesmo eu que me desloco da periferia para o centro. Que eu veja artistas que falem de mim, que eu não me sinta em outro mundo, que eu tenha pertencimento. Que mostre jovens para jovens”.

 

 Mateus Amaral, 15 anos, estudante.

“Espero mais espaços para os jovens e pra arte do hip-hop. Porque o hip-hop já sofreu muito preconceito, mas está ultrapassando barreiras. Hip-hop é contra o preconceito! Assim como eu evoluí, os jovens terão mais mente mais aberta”.

 

Giovani Carlos Rega, 28 anos.

“Eu espero desconstrução na utilização dos espaços, eu acho que quem estruturou o prédio já veio pensando nisso, de usar os espaços de uma forma não comum”.

 

Renata Fernandes de Anuário, 23 anos.

Eu espero uma programação bem interativa, e um Sesc para interatividade, porque os espaços que não tem são somente estruturas, que você fica olhando, são coisa que você não participa”.

 

Este texto é resultado da cobertura educomunicativa da inauguração do Sesc 24 de Maio, realizada por adolescentes e jovens do projeto Agência Jovem de Notícias e da Viração Educomunicação, em parceria com o Sesc São Paulo.

Agência Jovem de Notícias

Ver +

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *