Projeto Segurança Humana: Uma experiência para ser replicada

Texto: Lucas Ruiz, Michel Ribeiro e Vinicius Balduíno | Imagem: Pedro Lopes

Representantes internacionais visitam Brasil para conhecer a experiência do Projeto Segurança Humana

Representantes da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e do Centro Japonês de Intercâmbio Internacional, estiveram no Brasil, no último dia 10, para conhecer de perto a experiência do Projeto Segurança Humana. Gestores e profissionais da Saúde, lideranças comunitárias, além da coordenação local do Projeto participaram de atividades durante todo o dia, para apresentar práticas e resultados alcançados nas comunidades da Zona Leste da capital Paulista.

No início da manhã o grupo participou de reunião na sede da Secretaria Municipal da Saúde, onde pôde conhecer melhor o projeto, seus eixos de atuação, metodologia e resultados. Depois seguiram para a região de Itaquera, onde os atores que se envolveram com o PSH, ao longo dos últimos anos, apresentaram algumas das ações desenvolvidas.

Visitaram duas Unidades Básicas de Saúde – Vila Santana e Jardim Santa Terezinha –, que desenvolveram programas de incentivo ao aleitamento materno e saúde do adolescente, redução da gravidez na adolescência. Depois, no Centro de Cidadania da Mulher, o grupo foi recebido pela comunidade que contou algumas das diversas atividades desenvolvidas no âmbito do Projeto.

O assessor da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), Carlos Santos, disse que a expectativa da visita era conhecer experiências de aplicação do conceito de Segurança Humana na realidade. “Me importa muito aprender as barreiras e as dificuldade de uma abordagem como a de segurança humana. Todos nós devemos entender o que está passando para podermos compartilhar”.

A jovem assistente social Amanda Cristina de Souza, moradora do bairro José Bonifácio, contou aos visitantes as mudanças que o Projeto Segurança Humana provocou nela e na sua comunidade. “Antes quando falávamos em segurança humana, a maioria das pessoas pensavam em policiamento. Participando do projeto pudemos expandir mais o conceito”. Agora ela acredita que acesso à saúde, educação, moradia, mobilidade, emprego, também está relacionado com segurança humana.

O envolvimento da sociedade civil e sua articulação para solucionar os problemas que a afeta, foi um dos aspectos que chamou a atenção de Susan Hubbard, do Centro Japonês de Intercambio Internacional. “Vejo claramente que as comunidades aqui no Brasil estão tomando a iniciativa para se desenvolver e enfrentar seus próprios desafios”, observou.

Sobre o Projeto

O Projeto Segurança Humana foi desenvolvido no município de São Paulo, de forma integrada por quatro agências das Nações Unidas – OPAS,/OMS, UNICEF, UNESCO e UNFPA, com o apoio das Secretarias Municipais de Saúde, Educação e Assistência e Desenvolvimento Social. A iniciativa tem como objetivo promover a cultura de paz e reduzir a violência por meio de ações integradas nas áreas da educação, ação comunitária e saúde.

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2 Comentários

  • tRABALHO NUMA AGENCIA DE gESTÃO DE DESASTRES DE S.TOMÉ E PRÍNCIPE/AFRICA.
    MUITO SE TEM FALADO NOS ULTIMOS TEMPOS SOBRE A SEGURANÇA HUMANA E DA NOSSA PARTE GOSTARIAMOS SE POR VENTURA TÊM ALGUM PROGRAMA OU PROJECTO QUE POSSA SER IMPLEMENTADO PARA DESENVOLVER A SEGURANÇA HUMA COM RETORNO DAS PEZSSOAS QUE SE ENCONTRAM NA SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE POR FACTO DE EXODO RURAL.
    A INTENÇÃO NOSSA É DE FAZER COM QUE OS MESMOS REGRESSEM AS ZONAS DE ORIGEM

    • Oi Carlos! Que legal seu trabalho.
      O Projeto Segurança Humana é realizado apenas em São Paulo, mas você pode contactar a Bué Fixe, Associação de Jovens, que tem atuação em São Tomé e Príncipe.
      Eles atuam por meio de seminários, oficinas e peças de comunicação direcionadas a jovens, promovendo prevenção de IST, e gerando oportunidades para essas pessoas.
      Confira o trabalho deles: https://www.associacaobuefixe.pt/

      Para saber de outros projetos sociais, acompanhe também a Viração no facebook
      https://www.facebook.com/viracao.educomunicacao/?fref=ts

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