Um relato sobre o Encontro de Juventude e Educação para a Sustentabilidade Socioambiental

No final da tarde do dia 15 de junho, chega ao fim o GT (grupo de trabalho) sobre a “Agenda da Juventude para um Projeto Sustentável”. Depois de muito debate e algumas propostas que foram surgindo, mesmo que pequenas e simples, no Encontro de Juventude e Educação para a Sustentabilidade Socioambiental, fui vendo e presenciando a fisionomia dos participantes, o desgaste que o evento proporcionou e com muita clareza a frustração dos adolescentes e jovens participantes do evento que o MEC (Ministério da Educação) realizou durante a Rio+20.

Ao final de todos os GT’s, os jovens que por algum motivo estavam presentes no encontro, que por muitos participantes do próprio evento foi intitulado como uma grande “farsa sustentável” o que ocorreu durante esses quatro dias juntos, podemos perceber pelo olhar a fisionomia de cada um dos participantes e perceber o quanto o evento foi frustrante para essa juventude da Rio+20.

Nem mesmo a beleza da praia de Copacabana e o luxo que o hotel Rio Othon Palace proporcionou aos seus hóspedes, não foram suficientes para muitos aqui presentes com suas militâncias e seus sonhos reais de conseguir algo consistente nesse encontro. Para os que ainda tinham sonhos, ali mesmo já não estavam mais tão aflorados, estávamos chegando ao encerramento quase que oficial e nada tínhamos evoluído. A criação de propostas para a agenda ocorreu com belas propostas, mas o público se perguntava o que é a mesmo a agenda a seria proposta?

Mesas de debate que não permitiram verdadeiros debates, onde colocavam o povo a escutar e escutar lindas falas e ótimas lembranças do que já sabemos ou já conhecemos neste brasilzão. Porém, o que realmente necessitava ser esclarecido e por muitas vezes foi proposto pelas falas liberadas ao público não foi realmente ouvido. Ficaram evidentes o fracasso e a decepção que o evento proporcionou ao seu público.

Temos que refletir, e muito, antes de falarmos em agenda para sustentabilidade, pois ainda temos um País medíocre, que só pensa em seu próprio umbigo e, pior que isso, é ter crianças morrendo por malária na região Norte deste imenso Brasil. Saímos daqui com mais uma frustração onde podemos elencar melhores resultados no que temos, sabemos e fazemos de melhor.

A juventude quer mudanças sim, mudança eficaz que deve ser observada pelos nossos governantes com mais atenção. É preciso que os olhos se abram de fato como um poço raso onde tenha água boa e limpa. Se esses que se dizem nossos representantes, que já foram militantes e até hoje não mudaram praticamente nada, eles precisam começar a se mexer não é mesmo?

Estamos querendo ter a fala ativa e não passiva na metodologia, poder participar de fato do que foi chamado de Encontro de Juventude e Educação para a Sustentabilidade Socioambiental. Podemos elencar a indignação em diversas cores, rostos e fisionomias em diversos pontos e ações. O MEC falhou literalmente em querer monopolizar a juventude na RIO+20, pois daqui apenas saímos mais fortes e melhor preparado para encontro os jovens nas ruas do Brasil e principalmente na Cúpula dos Povos nos próximos dias.

Vinícius Balduino, jovem comunicador, no Rio de Janeiro (RJ) / Imagem: Mídia Livre Fora do Eixo

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