Um Pouco da História das Plenárias de Economia Solidária

 

 

Por Danuse Queiroz, 27 anos, Daniela Rueda , 28 anos, Webert da Cruz , 18 anos, do Distrito Federal,  integram o grupo enviado pela Renajoc, para a Agência Jovem de Notícias

A realização da V Plenária da Economia Solidária representa o resultado de uma trajetória de construção do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). No Primeiro Fórum Social Mundial (FSM), realizado em Porto Alegre (2001), houve a realização da “Oficina –  Economia Popular Solidária e Autogestão” que  contou com a presença de mais de mil e quinhentas pessoas  e as manifestações apontaram a necessidade de se articular internacionalmente e organizar a economia solidária no Brasil.

A I Plenária Brasileira de Economia Solidária foi realizada em São Paulo, em 2002, com participação de duzentos trabalhadoras e trabalhadores de empreendimentos associativos, entidades de representação e gestores de políticas públicas.

A II Plenária Nacional foi realizada durante o Fórum Social Mundial em Porto Alegre, em 2003, onde se decidiu e orientou as atividades de mobilização das bases estaduais com os fóruns e as articulações estaduais.

A III Plenária Nacional foi realizada em Brasília, 2003. No processo preparatório foram mobilizados 17 estados e houve participação de novecentas pessoas. O que era intenção desde a I Plenária, pode se concretizar: a organização da Economia Solidária passou a se chamar “Fórum Brasileiro de Economia Solidária”. Saiu dessa Plenária a incumbência de articular e mobilizar as bases de economia solidária em torno da Carta de Princípios e da Plataforma de Lutas aprovadas.

Por último, a IV Plenária foi realizada em Luziânia-GO, 2008, e contou com a participação de quase trezentos representantes escolhidos das Plenárias Estaduais. Como fruto deste processo coletivo houve a definição do FBES como instrumento de movimento da Economia Solidária, um espaço de articulação e diálogo entre diversos atores e movimentos sociais pela construção da Economia solidária como base fundamental de outro desenvolvimento socioeconômico. Foram definidas as bandeiras e estratégias de ação: Comercialização e Consumo Solidário; Formação; Sistema Nacional de Finanças Solidárias e Marco Legal, além do reconhecimento dos 3 segmentos (empreendimentos, gestores e entidades), foram definidas as instâncias: fóruns locais com critérios obrigatórios para seu reconhecimento e definição sobre Coordenação Nacional e Coordenação Executiva e Secretaria Executiva.

De 09 a 13 de dezembro acontecerá a V Plenária Nacional de Economia Solidária, que tem como tema “Bem-viver, cooperação e autogestão para o desenvolvimento justo e sustentável”. A questão central desse encontro é consolidar o tema bem-viver e sua relação com a emancipação do ser humano, através da construção das práticas de solidariedade e cooperação. Acompanhe as notícias através do site do FBES e da Agência Jovem de Notícia.

 

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