Um novo streaming pra maratonar cinema brasileiro em casa

O Itaú Cultural Play é uma plataforma gratuita que reúne em sem catálogo filmes de ficção, documentários, animações e programas brasileiros de diversos gêneros, além de mostras criadas em parceria com festivais, coletivos e organizações da sociedade civil. Saiba como acessar


Nestes tempos em que as políticas de estímulo e preservação da nossa produção cultural – não só audiovisual como artística e museológica – estão tão degradadas e queimando [literalmente], é preciso enaltecer boas iniciativas que garantam acesso democrático à obras que retratam toda a diversidade que forma o nosso país. O post de hoje é sobre isso.

Vamos de dica cultural pro fim de semana – e pra quando você quiser!

O Itaú Cultural lançou, em junho, uma plataforma de streaming totalmente gratuita, com catálogo 100% brasileiro. A Itaú Cultural Play.

Com mais de 100 títulos disponíveis, o site reúne filmes, séries, programas de TV, festivais e mostras temáticas e competitivas, além de produções audiovisuais de instituições culturais parceiras.

A partir de um cadastro básico, é possível acessar todo o conteúdo e escolher onde ver, já que a Itaú Cultural Play está disponível para desktop e celular, via tanto sistema Android quanto IOS. Outro diferencial é o próprio catálogo, marcado por diversidade, variedade de autoria e representatividade regional, com títulos de todos os estados brasileiros.

No site, é possível acompanhar as novidades do catálogo todo mês, destacadas sempre na nossa seção Itaú Cultural Play. Lá você encontra todas as novidades sobre a plataforma, inclusive a lista dos títulos que devem sair do catálogo em breve. Você também pode assinar a nossa newsletter para ficar por dentro de tudo isso.

As classificações indicativas são variadas e estão disponíveis no descritivo de cada conteúdo, diretamente na Itaú Cultural Play.

Curadorias da equipe Itaú Cultural Play

Do acervo permanente do Itaú Cultural, o público terá à disposição Daquele instante em diante (2010), de Rogério Velloso, sobre Itamar Assumpção; Evoé! Retrato de um antropófago (2011), de Tadeu Jungle e Elaine Cesar, sobre José Celso Martinez Corrêa; e Patxohã, língua de guerreiros (2016), de Claudiney Ferreira.

Curadorias convidadas

A plataforma também contará com seleções feitas por convidados, com festivais e recortes regionais. Do É tudo verdade, os destaques são filmes que receberam o Prêmio de Melhor Documentário de Curta-Metragem em várias edições do festival.

Entre eles, estão Remo Usai – um músico para o cinema (2008), de Bernardo Uzeda; Casa de cachorro (2001), de Thiago Villas Boas; Dormentes (2003), de Inês Cardoso; e Capistrano no quilo (2007), de Firmino Holanda.

Equipes dos festivais In-Edit, dedicado a documentários sobre música, e fórumdoc.bh, dedicado a documentários etnográficos, focalizando a luta por terra e moradia, também são curadores convidados.

Já a antropóloga e cineasta Junia Torres será a curadora da mostra Um outro olhar – cineastas indígenas, que entre os destaques terá Yãmĩyhex – as mulheres-espírito (2019), de Sueli Maxakali e Isael Maxakali. Sueli é uma das primeiras mulheres indígenas a dirigir um filme.

Recortes regionais

Com curadoria do Matapi – Mercado Audiovisual do Norte, a mostra O ser amazônico reúne filmes produzidos no Norte do Brasil.

Entre os destaques, A floresta de Jonathas (2012), de Sérgio Andrade; e Fronteira em combustão (2016), de Thiago Chaves Briglia, curta-metragem policial feito em Roraima.

A mostra Reexistências audiovisuais nordestinas reúne destaques da produção recente nos estados do nordeste do Brasil, com curadoria do Nordeste Lab.

A região com mais estados da federação aparece com Voltei! (2021), de Ary Rosa e Glenda Nicácio, novo longa dos diretores do premiado Café com canela; A noite amarela (2019), de Ramon Porto Mota, filme da Paraíba que, por enquanto, é o único de terror na programação; Memórias de quando metemos o pé na estrada (2020), de Weslley Oliveira, curta universitário realizado no Piauí; Iemanjá pela última vez (2017), de Denis Carlos, documentário do Maranhão; Não fique triste, menino (2018), de Clébson Oscar, produção do Ceará sobre representatividade negra; e A parteira (2019), de Catarina Doolan, do Rio Grande do Norte. 

Parcerias

Além do acervo próprio, a Itaú Cultural Play estreia com conteúdo disponibilizado por instituições parceiras.

A TVE Bahia: série de documentários sobre personalidades baianas, como Jaime Sodré e o Carnaval negro da Bahia (2021) e Estrela azul: Mãe Stella (2005).

São Paulo Companhia de Dança (SPCD): documentários curta-metragem sobre nomes importantes da dança no Brasil, como Ismael Ivo, Paulo Pederneiras e Angel Vianna.

Instituto Alana: série Território do brincar (2014), sobre brinquedos infantis, e o documentário Muito além do peso (2012).

Canal Arte 1: série Encontra (2019), que mostra artistas em seus ambientes de trabalho, e um documentário sobre o poeta João Cabral de Melo Neto.

Outros destaques são o programa 7 prazeres capitais: pecados e virtudes hoje (2014), do Instituto CPFL, e uma série de debates e um documentário sobre urbanismo cedidos pela Festa literária de Paraty (Flip).

Terra em Transe está entre os títulos disponíveis na estreia da Itaú Cultural Play (imagem: divulgação)

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