Um mal antigo e atual: o bullying

Reflexões sobre o aumento dos casos de bullying entre jovens.

Por Maria Clara Almeida

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Frequentemente, ocorrem agressões, sejam elas físicas ou psicológicas, chamadas de bullying, nas escolas e em outros ambientes. As causas dessas agressões são diversas e atingem, normalmente, pessoas de grupos diferentes daqueles dos agressores, as quais não conseguem se defender. Esses atos causam danos psicológicos às vítimas do bullying.

Os praticantes do bullying podem ser influenciados por pais e familiares preconceituosos e/ou violentos e pela internet. De acordo com pesquisas da área da saúde, em torno de 48,7% dos praticantes são levados ao ato por conta de diferenças físicas e psicológicas, enquanto 51% não foi capaz de responder.

Estes 51% podem utilizar o bullying como meio de expressão ou por conta de inseguranças e autoestima baixa, machucando o outro para que se sintam bem.

As vítimas das agressões são, com frequência, pessoas de grupos racializados, de orientações sexuais diversas, religiosos ou de pessoas com necessidades especiais, ou seja, pessoas consideradas diferentes pelos demais. Um quinto dessas pessoas, de acordo com pesquisas, são ofendidas e agredidas pela aparência que, comumente, está fora dos padrões de beleza.

Entre as consequências do bullying estão a depressão, a ansiedade, a dificuldade de interação com outras pessoas, possíveis atos violentos no futuro, como reflexo dos acontecimentos, insegurança e baixa autoestima.

Após a expansão da internet, o bullying aumentou significativamente. Depois de 1 a cada 3 jovens em 30 países já terem sofrido bullying na redes sociais (o chamado de cyberbullying), o número de casos de suicídio aumentou.

Imagem de Elf-Moondance por Pixabay 

Atualmente, o bullying tem tido repercussão e a sociedade tem buscado combatê-lo, porém, ainda é necessária a orientação dos pais aos filhos quanto o respeito ao outro, além de incentivo à segurança e à autoestima. Outro fator, importantíssimo, é o uso da tecnologia pelos jovens.

Movimentos sociais e ONGs trabalham em campanhas para a inclusão de vítimas de preconceito e bullying e contra as agressões. E apesar de termos leis aprovadas, um comportamento respeitoso em relação àqueles que são diferentes ainda precisa ser incentivado.

Quer ler mais? Confira essa referência:

Wanderlei Abadio de Oliveira, Marta Angélica Iossi Silva, Flávia Carvalho Malta de Mello, Denise Lopes Porto, Andréa Cristina Mariano Yoshinaga, Deborah Carvalho Malta. Causas do bullying: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. In: Rev. Latino-Am. Enfermagem, mar.-abr. 2015.

Audiodescrição por Patrícia Jatobá.

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