Um Brasil pouco conhecido

Paulo Henrique Américo e Cazuza, adolescentes comunicadores em Brasília (DF)

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), há, no Brasil, 3,7 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Em média dois milhões de crianças e adolescentes são responsáveis pelo sustento de suas casas. O Brasil demonstra, com esta etapa nacional da 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, disposição para transformar essa triste realidade.

Algumas entidades e movimentos da sociedade civil, no entanto, possuem um histórico de luta nessa temática. Em conversa com Tânia Dornellas, assessora da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura) e conselheira do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) entendemos o papel da sociedade civil no enfrentamento à questão.

“A Contag é uma instituição bastante séria, e o seu principal intuito é constituir um país mais justo e igualitário. Por esse motivo, está na luta para erradicar o Trabalho Infantil no Brasil”, afirma Tânia.

Para mudar esse número, a sua contribuição é de extrema importância. Denuncie casos e esclareça sobre o impacto negativo do trabalho infantil. Atue você também nesta causa! #SemTrabalhoInfantil.

Você ainda não sabia disso?

1. Cerca de 60% de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil encontram-se no setor da agricultura. O governo brasileiro pretende erradicar completamente o trabalho infantil no país até 2020. O que você está fazendo para ajudar a transformar essa realidade?

2. Existem hoje cerca de 30 mil autorizações judiciais para crianças poderem trabalhar. Mesmo em situações irregulares, as autorizações são concedidas. Os juízes do trabalho, no entanto, atuam para reverter esse quadro, visando o bem estar das crianças, e estão lutando para que apenas os juízes do trabalho tenham permissão para conceder esse tipo de autorização.

 

Bruno Ferreira
Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

Ver +

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *