Teatro e cultura popular nas escolas

Por Joaquim Oliveira Moura | Imagem Cicero souza

Os estudantes da Escola Estadual Anne Frank em Porto Alegre (RS) puderam aprender um pouco de história de um jeito menos convencional. A escola recebeu a peça de teatro “Santos Dumont esta vivo”. O único ator da peça interpreta trexe diferente. As entradas para o espetáculo foram vendidadas a preço popular com o objetivo de tornar acessível a cultura aos jovens. Aporveitamos a oportunidade para bater um papo com ator e criador da peça Fabio Ernesto Mascuzo. Confira.

Com o Festival de Teatro acontecendo na cidade e vendendo ingressos caríssimos, você acha que apresentar essa peça aqui  com um valor acessível é uma forma de promover a cultura e incentivar os alunos a irem mais ao teatro?

Sim eu acho. Eu optei por fazer a minha carreira por fora do mundo do teatro comum. Eu prefiro não fazer parte desse movimento cultural em Porto Alegre porque de certa forma eu penso que ele seja um pouco limitado. O projeto que eu faço parte, o “Educação para inclusão teatro para todos”, leva o teatro para quem muitas vezes não pode pagar e esses festivais atingem, normalmente, pessoas que já conhecem o teatro e entendem o seu valor e não e o público que eu tenho encontrado nesses cinco anos do meu projeto e indo falar diretamente com os alunos sobre a importância do teatro. Muitas vezes as pessoas não tem como pagar nem esses preços simbólico e então os comércios compram cotas ed ão de presentes para as escolas. O objetivo do meu trabalho é sim despertar o interesse pelo teatro e muito mais do que isso valorizar a educação e os professores.

Quando e o que o levou você a fazer as suas peças nas escolas?

Bem eu comecei a minha carreira há 18 anos dentro do teatro treinamento, eu fazia teatro para empresas para programas de melhoria de vida, fiz isso durante sete anos e depois me tornei palestrante motivacional. Entao eu resolvi linkar o teatro tradicional com as ferramentas de palestras. Em 2012 faz dez anos que o projeto da peça existe, mas antes era apresentado como palestra, só em tranformamos em uma peça de teatro e leva às escolas porque você vai estar ajudando os professores e os alunos terão um tipo de aula diferenciada sobre questões como respeito, sonhos, etc.

Você tem agum outro projeto de peça para levar para as escolas?

Sim, o projeto é “Acqua play – por um meio ambiente inteiro” que além de tratar a questão da água e da preservação do meio ambiente, também nos faz refletir sobre onde começa o ‘meu’ direito e termina o ‘teu’; as diferenças dos universos no Brasil onde tem um homem urbano e um criado no meio da selva.

Você acha que seu projeto pode influenciar outras pessoas?

Claro que sim! Hoje no final da manhã aqui na escola uma professora me convidou a fazer um debate com os alunos sobre a questão da autoria do avião  e eu disse que o objetivo do meu trabalho não é discutir quem criou o avião e sim mostrar um jovem desacriditado por todos que tinha um sonho impossível em uma época impossível e ele seguiu seus sonhos e conseguiu.  Então é isso que me interressa, é mostrar a paixão pelos sonhos e ter paixão pelo que faz  e os jovens de hoje tem a faca e o queijo na mão: vocês tem a  comunicação na mão, o poder da informação. Então eu acho sim que eu estou influenciando não só os jovens, mas também para outros adultos, mostrando para os jovens que o teatro não é aquela coisa chata e muitas vezes vulgar e que ele pode sim influenciar as pessoas a ver e participar de projetos e, tudo isso, com um preço acessível.

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1 Comentário

  • acredito que a cultura é um indutor para o aprendizado e ações como a de Mancuzo que leva o teatro para crianças, com interatividade e com isso contribuindo para o crescimento de nossas futuras gerações. Povo culto é povo desenvolvido!

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