Tarde de muita discussão no Encontro de Juventude e Educação para a Sustentabilidade Socioambiental

A tarde do terceiro dia (quinta, 14) do Encontro de Juventude e Educação para a Sustentabilidade Socioambiental, evento que segue até o dia 17 de junho e reúne jovens do Brasil inteiro para discutir medidas que integrem educação e meio ambiente, foi marcada pela divisão dos Grupos de Trabalhos (GT’s), responsáveis por pensar em questões centrais para serem discutidas em plenária.

 

Todos os participantes foram divididos em 6  grupos. Acompanhe a seguir um resumo de cada GT.

 

Grupo 1

No primeiro momento foi proposto pelos coordenadores do Grupo de Trabalho-1 uma dinâmica de interação que retrata a questão da importância de ter um meio ambiente sustentável para uma boa sobrevivência. Logo após houve a divisão do  GT em pequenos grupos para a confecção de perguntas, das quais foram problematizadas  para que possamos repensar a participação de adolescentes e jovens, a estrutura que é dada pelas três esferas governamentais entre outras questões. A pergunta que saiu como proposta do grupo foi: “Como ajuventude  se vê dentro dos espaços  educadores sustentáveis e como o conceito de sustentabilidade será trabalhado?”

 

 

Grupo 2

No grupo de trabalho 2 foi iniciado com as apresentaçãos e foram formuladas questões como “Qual produto final que o governo pretende apresentar ao término desses encontros de políticas públicas efetivas para juventude e sustentabilidade?”.  Será que a linha de pensamento do governo é a mesma que nós, enquanto juventude, defendemos em relação à sustentabilidade a exemplo disso está hospedagem onde esta gastando milhões onde poderia ser investido em nossas bases de atuação?

 

Grupo 3

O 3º Grupo de Trabalho (GT) começou com uma grande discussão sobre se manteríamos a metodologia pré-estabelecida, ou trabalharia com uma nova proposta do grupo.  Depois de entrar em um acordo comum, começou uma roda de críticas e questões a serem levantadas para o governo brasileiro.

Dentre todas opiniões colocadas, algumas angustias se tornaram mais evidentes, “os professores do Estado não estão preparados para lecionar”afirma uma integrante do grupo, devido ao baixo piso de salário, formação não qualificada, estrutura, não ter conhecimento na área sustentável , entre outras.
Como a rede de ensino é uma teia da vida, que cada ponta se liga a outra, professores não qualificados, vão resultar em jovens não conhecedores de vários assuntos e assim criando apenas adultos que pensam em ter uma profissão, e não criar cidadãos capacitados para dialogar com outros grupos.
Aprofundando mais no assunto o grupo começa a apontar soluções para essas questões, assim tentar preparar o jovem para uma vida mais sustentável, afinal “a sustentabilidade dialoga com o bem estar“. Essas resoluções se resumiam em criar pequenos eventos e mobilizações de conscientização sócioambiental, preparação de professores, criação de espaços para diálogos, um salário digno a um professor e um apoio financeiro do governo para financiar tais mobilizações e capacitações.

Como o objetivo do grupo era criar uma pergunta com todos os temas e angustias discutidas para ser levada a uma plenária com representantes dos Estados para serem discutidas, o GT chegou a uma questão desafiadora e inquietante.

“A educação no Brasil encontra-se com baixos índices e em Estado crítico, onde faltam professores, infraestrutura, investimentos nas universidades, nas licenciaturas e na valorização dos professores. A juventude tem um papel estratégico e fundamental na transformação, desse quadro e na construção de espaços educadores sustentáveis, através do protagosnismo juvenil, no caso isso é possível sem investimentos mais significativo como por exemplo a destinação de 10% do PIV para a educação?”

 

Grupo 5

Ainda pela parte da manhã, após o momento de descontração, foram divididos grupos de trabalho, a fim de discutirem e levantarem questões para os painéis para que, posteriormente, sejam selecionados os questionamentos mais importantes para serem levados à mesa de debate. O GT5 iniciou-se com uma apresentação da qual os jovens diziam seus nomes, idades e o que representavam. Foram divididos subgrupos, 3 subgrupos com 5 jovens e 1 com 6 e o de número 1 e 3 ficaram responsáveis por discutirem e levantarem o papel da juventude na construção de espaços educadores sustentáveis e os de número 2 e 4 se encarregaram de discutirem e levantarem questões para o painel sobre a agenda da juventude para um projeto de desenvolvimento sustentável. Os mesmos discutiram suas ideias e as puseram em forma de perguntas nos painéis. Os subgrupos responsáveis pelo Painel 1 escolheram a pergunta “Quais ações o MEC pode estabelecer para garantir os recursos e o envolvimento das escolas (gestores e equipe pedagógica) para os projetos ambientais desenvolvidos pelos movimentos de juventude?” e o Painel 2 escolheu a pergunta “O MEC e SNJ já têm uma proposta de agenda para os projetos de sustentabilidade promovidos pela juventude? Caso sim, atende a realidade local?”

 

 

Grupo 6

Depois do acolhimento matinal, os até então ouvintes tornaram-se participantes e traçaram grupos para debater questões relacionadas a seus temas, tendo como objetivo elaborar perguntas para que desenvolvam respostas favoráveis a partir da pergunta tema: “Quais são as formas de participação dos jovens na construção de espaços educadores sustentáveis?”. Um dos assuntos discutidos, fora o livre acesso dos jovens dentro das relações políticas, em exemplo disto, um dos participantes relatou um caso, no qual ele e um amigo foram barrados em um determinado local, e a partir dali eles não podiam mais ter acesso porque participavam ativamente em todos os debates e discussões, outro assunto importante de se pensar é o poderio que o jovem deve possuir em relação a dados reais, e quando um gestor for argumentar algo de tais planos e tais projetos, o jovem possa saber o quanto aquilo vale no cenário real, e se o mesmo for falar em dados, que não sejam apenas quantitativos, mas sim qualitativos também. Foram desenvolvidas sete perguntas para compactuar a discussão consolidou as duas perguntas em uma: “Como o MEC informa, divulga e sensibiliza as SEDUC’s (Secretaria de Estado de Educação) e gestores escolares sobre o papel dos jovens para a autonomia da educação ambiental nas escolas? Nesse sentido, como a escola sustentável vai ajudar a mudar a prática pedagógica, os valores na escola e radicalizar as práticas de uma sociedade mais sustentável?” Esta pergunta foi umas das outras tantas que os GT’s (Grupos de Trabalhos) enviaram para a mesa de discussões, que é o centro do debate.
Texto: Mayane Vieira, Rodrigo Sousa, Harrison Ferreira, Vinícius Balduino, Grace Carvalho, Reynaldo Azevedo e Monise Louise, jovens educomunicadores, no Rio de Janeiro (RJ)

Foto: Maison Bertoncello, jovem educomunicador, no Rio de Janeiro (RJ)

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