Tão longe é aqui!

Ainda vai dar tempo, a cada suspiro que dermos, enquanto estivermos vivos, haverá tempo fértil.

Imagine uma jornalista com quase trinta anos, viajando sete meses pela África, sem roteiro, sem rumo, com uma câmera e muita humildade para se calar externamente, mesmo que internamente estivesse cheia de dúvidas, angustias e medos.

Eliza é essa jornalista, uma menina moça, foi se descobrir e, através do seu filme “Tão longe é aqui”, faz com que a galera que está fora da tela redescubra como ser participante dessa Terra, respeitando as diferentes culturas da forma mais humana possível ou impossível.

Em um mundo globalmente afetado pelo capital, Eliza traz a reflexão como todas as lutas, especificamente o feminismo, precisam ser desenvolvidas de diferentes formas, pois a mulher negra africana sofre com o patriarcado de uma forma diferente que a mulher negra brasileira.

A socióloga africana que aparece no filme diz: ”Aqui a luta do feminismo é diferente, as mulheres trabalham muito e, a maioria delas, fingem perante a sociedade que os maridos foram quem conseguiram o dinheiro para a família, quando na verdade são elas que mantêm a casa. Aqui a questão econômica humilha nossos homens”. Atentando que Eliza, como todas as outras mulheres, deveriam transformar suas realidades locais, pois só sim teríamos conhecimento de causa.

O filme foi exibido no Espaço Itaú de Cinema, no Shopping Frei Caneca, em São Paulo, em 23 de novembro, pela Afroeducação, uma consultoria que desenvolve projetos culturais, com enfoque educacional, tendo a negritude como tema-chave. A consultoria também atua na perspectiva da educomunicação.

Assista a entrevista realizada com a diretora do documentário “Tão longe é aqui”.

 

 

Por Paolla Menchetti, jovem comunicadora

Gutierrez de Jesus Silva

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