Trabalho Infantil: é da nossa conta sim!

Por Tulio Bucchioni, da Redação

ARTIGO – Hoje, dia 12 de junho, é comemorado o Dia Internacional de Combate ao Trabalho Infantil. Em todo o mundo, a exploração de crianças e adolescentes é uma realidade que acomete 215 milhões de pessoas com idade inferior a 18 anos e 150 milhões de crianças com entre 5 e 14 anos, de acordo com informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Há muitos elementos entrecruzados que potencializam o trabalho infantil. Entre eles, a pobreza, a escolaridade dos pais, o tamanho e estrutura da família, a idade em que os pais começaram a trabalhar e o sexo biológico do chefe de família – dados que foram apresentados pelo Documento Nacional do Encontro da Região Sudeste sobre Trabalho Infantil, a ser realizado amanhã e sexta-feira, em Belo Horizonte.

A relação entre renda familiar e trabalho infantil, em específico, segue sendo determinante nos casos de exploração de crianças e adolescentes: quanto maior a renda familiar, menor a chance de situações de trabalho infantil. Da mesma forma, por conta das desigualdades de gênero existentes entre homens e mulheres, as famílias chefiadas por mulheres apresentam maior probabilidade de situações de trabalho infantil. No Brasil, essas famílias representam 38% do total de famílias.

Por fim, cabe lembrar que as pesquisas em torno do tema revelam que quanto mais cedo o trabalho infantil se inicia, menor é o salário desses indivíduos na fase adulta. Da mesma forma, as condições de saúde física e mental tornam-se mais comprometidas nas crianças que começam a trabalhar desde cedo.

A Viração é uma das instituições apoiadoras da campanha “É da Nossa Conta! Sem Trabalho Infantil e pelo Trabalho Adolescente Protegido”, lançada ontem, dia 11/06, pela Fundação Telefônica em parceria com o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a OIT.