Ei, você, teria cinco minutos pra mim?

 

Jovens de São Paulo que conciliam estudos com trabalho têm dificuldade para o tempo de lazer

Por Amanda Pina, Andreza de Paula, Igor Franceschi, Jonathan Moreira, Letícia Cardoso, Luiz Henrique e Guilherme Barbosa, adolescentes comunicadores da Agência Jovem de Notícias

SÃO PAULO – Quem mora na cidade de São Paulo sabe que cinco minutos faz uma grande diferença no dia-a-dia, seja para pegar o ônibus ou decorar uma fórmula de física. Cinco minutos são valiosos até mesmo para dar uma entrevista, como percebemos na produção desta reportagem. Ao abordar as pessoas na avenida Paulista, a Agência Jovem de Notícias teve algumas dificuldades de conversar com os jovens sobre o aproveitamento de “seu tempo”.

Nossa equipe constatou que ser jovem em uma cidade como São Paulo exige jogo de cintura para conciliar trabalho, estudo e diversão. É o caso de Bruno Milan, que tem 17 anos, e é assistente de gerente. Ele está no 2º ano do ensino médio e faz parte de um grupo de dança e teatro, e acha difícil harmonizar seu tempo para praticar todas essas atividades. Aos finais de semana, como de se esperar, está cansado.

Alex, de 20 anos, que estuda e trabalha com comércio exterior acredita que o jovem começa a trabalhar cedo pela necessidade de consumo. “As coisas estão muito caras hoje em dia”, comenta ele, que começou no mundo do trabalho aos 13 anos.

Transporte

Alguns jovens têm dificuldades com o transporte público. Gastam horas e horas no trajeto de onde moram para o local de trabalho, por exemplo. Bruno conta que passa 3 horas para deslocar-se de Mauá, onde reside, até seu trabalho, na Paulista.

Cesar Queirós, de 20 anos, estuda engenharia elétrica e estava procurando emprego pela avenida Paulista no momento da entrevista. Ele conta que por causa da faculdade seu tempo de lazer é restrito. “Se possível, abdicaria trabalho pelo estudo”, conta.

Meu trabalho é prazeroso

Para driblar a dificuldade de encontrar o tempo para lazer, Alessandro Cristiano Molina, de 24 anos, resolveu procurar uma atividade que pudesse pagar suas contas ao mesmo tempo em que fosse divertido. Ele trabalhava em um restaurante, função que não gostava nenhum pouco, e hoje possui uma companhia de teatro.

Ele fala que estudar e trabalhar atrapalha bastante. “Quando eu trabalhava no restaurante, fazia por necessidade, pois queria minha independência”, lembra. Atualmente, segundo ele, “Quando o tempo passa rápido em inércia é desapontador”.

Por mais que seja difícil correr contra o tempo para juntar estudos, trabalho e lazer no mesmo dia, os jovens se sentem desafiados com isso e sempre acham um jeito para viver esse momento da vida da forma mais agradável.