Show na Praça Roosevelt denuncia a violência policial

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Dexter, Leo Cavalcante, Max B.O., Aláfia e Mano Cobra sobem ao palco a partir das 14h30 deste sábado, 7 de junho, para cantar e denunciar a violência policial. O show, que ocorre na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, é o encerramento do Festival Contra a Violência Policial, organizado pela campanha Por que o senhor atirou em mim?. A atividade é gratuita e aberta ao público.

O Festival promoveu, entre 17 de maio e 7 de junho, cerca de dez atividades, como saraus, exibições de filmes e debates, em todas as regiões da cidade. O objetivo foi trazer à tona a discussão sobre a desmilitarização da Polícia Militar, a denúncia dos casos de violência policial nas periferias, em especial contra os jovens negros.

Os artistas

Mano Cobra: O rapper compõe o Conexão do Morro – grupo de Rap do Capão Redondo que tem como admirador Mano Brow e tinha como integrante o DJ Lah (assassinado em 2013). No melhor estilo ganstar, Cobra canta músicas com a realidade da periferia e de denúncia da violência policial.

Leo Cavalcanti: É um artista que se destaca no cenário da nova música. Cantor, compositor, instrumentista, arranjador e produtor musical. Traz como marcas registradas sua forte presença performática no palco e uma assinatura marcante em suas letras e produções musicais.

Aláfia: Composta por baixo elétrico, bateria, percussão, metais, guitarra, violões e voz, Aláfia possibilita a junção do hip-hop, com música tradicional, a imagem e a presença do MC, os vocais à frente e constante inspiração no jazz.

Max B.O: É rapper, repórter e apresentador de televisão brasileiro. Atualmente apresenta o programa Manos e Minas, da TV Cultura. É considerado por muitos o “mestre do freestyle nacional”.

Dexter: Desde 1990 no cenário do Hip Hop nacional, Dexter Oitavo Anjo compôs suas primeiras letras influenciado por nomes como Public Enemy, NWA, Kool Moe Dee e Racionais MC’s. Exilado durante 13 anos no sistema prisional, foi no Carandiru que fundou o grupo 509-E. Iniciou sua carreira solo em 2005 e, atualmente, após o fim do exílio, Dexter voltou a fazer shows pelo Brasil, consagrando-se como um dos maiores representantes do Rap nacional.

Campanha: Por que o senhor atirou em mim?

A partir da morte do jovem Douglas, que ao ser atingido fatalmente por uma bala de um policial militar, perguntou: “Por que o senhor atirou em mim?”, articulou-se uma campanha homônima com grupos e indivíduos que querem reverter o quadro de abusos por parte do Estado. Um dos passos é dar visibilidade para a violência policial.

Neste período foi organizada uma manifestação na Zona Norte, onde morava Douglas, em novembro do ano passado, além do acompanhamento de denúncias de chacinas em Sapopemba e na Brasilândia.

A campanha entende ainda a necessidade de transformações de fundo na estrutura policial. Uma delas é a desmilitarização da polícia, mudando a formação dos agentes para uma atuação que respeite os direitos e garantias fundamentais e também permitindo o controle social da polícia pela população. Por isso, foi organizada uma aula pública com o antropólogo Luiz Eduardo Soares sobre desmilitarização, com participação de lideranças do movimento negro e hip-hop.

A violência policial também aparece para limitar o direito de manifestação, essencial à democracia. A repressão se acirrou, com prisões arbitrárias, uso indiscriminado de armas (menos letais, mas inclusive bala de verdade) contra os manifestantes, enquanto surgem tribunais de exceção para julgar rapidamente os “vândalos” e propostas de leis que buscam restringir direitos e aumentar penas.

Tá na Mão

Show de Encerramento do Festival Contra a Violência Polical – Por que o senhor atirou em mim?

Data: Sábado (07 de junho)

Horário: 14h às 20h

Local: Praça Franklin Roosevelt (Centro)

Saiba mais no site do festival e na fan Page do facebook.

Da Campanha Por que o senhor atirou em mim? | Imagem: Divulgação