Migração e mobilidade: questão entre Síria e Jorndânia é debatida na Conferência sobre Trabalho Infantil

Dani Fiel (PB), adolescente comunicadora em Brasília (DF); e Rose Veloso, colaboradora da AJN na Paraíba | Ilustração: Rogério Silva (RS), adolescente comunicador em Brasília

 

O termo migração pode ser atualizado pelo termo mobilidade, uma vez que a saída de um país para outro ou de uma região para outra, dentro do mesmo país, não necessariamente precisa ser definitiva.

Famílias que migraram que estão em mobilidade e que suas crianças/adolescentes estão em situação de trabalho infantil, segundo relatos de Diego Beltrand, coordenador da semi-plenária que discutiu a questão na III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, na maioria dos países são incluídas nas políticas públicas fundamentais.

Nessas situações, é preciso ter atenção na inclusão de políticas essenciais, em tempos que questões como acesso a direitos fundamentais ainda convivem com xenofobia e racismo, que tangenciam a vida de migrantes.

Dificuldades quanto a registros, estatísticas e parcerias para o enfrentamento do trabalho infantil no contexto da migração são similares às do trabalho infantil dentro do próprio país.

Atualmente, os sírios migram para a Jordânia, em razão dos conflitos internos do país e as famílias resistem à inclusão de seus filhos na escola ou em outros serviços públicos, porque seu desejo é voltar o mais rápido possível ao país natal.

Há ainda um grande número de meninas refugiadas que são exploradas sexualmente. Os pais as vendem para exploradores. Casos como esse demonstram a necessidade de revisar a legislação vigente que dispõe sobre migração. Estando ou não em seus países crianças são crianças e precisam ser protegidas. Pense nisso!