Rua Augusta: a diversidade de estilos e tribos

 

Por  Alice Mendes, Carolina Rosa, Harrison Kobalski e Paulo Ricardo, adolescentes comunicadores da Agência Jovem de Notícias

SÃO PAULO – Ao andar por uma das ruas mais movimentadas de São Paulo, na altura do cruzamento da avenida Paulista, é possível ver a diversidade de cores, estampas e tecidos diferentes que circulam por ali. Preocupadas com o que querem passar sobre seu estilo, cada pessoa antes de sair de casa, se prepara conforme seu gosto musical. A partir de cada conhecimento sobre a música, livros ou até mesmo tendências de moda, a diversidade da rua Augusta está cada vez mais presente no meio dos adolescentes e jovens de todos os lugares. E a Agência Jovem de Notícias foi conferir um pouco disso.

Para Victor Arita, de 23 anos, não tem como definir muito seu estilo, que varia de acordo com o humor. Modesto, ele diz: “estou bem simples hoje, é só eu tirar essa bolsa que eu fico como qualquer outra pessoa”. A bolsa que usava era de couro na cor marrom.

Felipe Picollo já não se preocupa tanto em se vestir conforme seu estilo musical, ou influências, mas sim conforme a temperatura e o clima do dia. Como outras pessoas, ele evita usar preto no calor e gosta de se vestir sempre de forma “simples”. O estudante de filosofia que trabalha numa livraria próxima à rua Augusta diz que esse ponto é usado por pessoas que querem se aparecer: “É como se todos fossem um pavãozinho querendo mostrar as penas e acabam sendo o que não são”, diz.

A Augusta também é conhecida pela variedade de barzinhos e baladas que reúnem públicos de todos os estilos, como a roqueira Andréa Pinheiro, de 25 anos, que esperava ansiosa em frente aos estúdios da rádio Kiss FM a chegada de Phil Anselmo, vocalista da banda Down, da qual é fã. Já entre os turistas estrangeiros, a reportagem encontrou o canadense Robert Majewski em busca dos CDs de Caetano Veloso e Martinho da Vila para comprar.

Além das diferentes tribos que encontramos na Augusta, também é possível perceber uma variedade gastronômica. A rua, uma das mais visitada de São Paulo, atrai pessoas, gêneros e gostos diversificados, que acabam se misturando e se interagindo de forma pacifica, além de proporcionar um clima de companheirismo e amizade. Com seus bares, baladas, clubes e restaurantes, a Augusta hoje mostra a São Paulo que muitos querem: sem preconceito.