Adolescentes entrevistam especialista sobre consumo e prevenção do uso de álcool e outras drogas

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Adolescentes comunicadores da Agência Jovem de Notícias  participaram de uma oficina e entrevista com jornalista e educadora, Iana Mota, coordenadora do projeto Atividades Integradas, em Salvador (BA). Iana atua com foco na promoção à saúde e prevenção ao uso/abuso de álcool e outras drogas, usando linguagens midiáticas para atividades educativas. 

Confira a seguir o texto dos adolescentes sobre a conversa com a jornalista.

A conversa começou abordando as especifidades de abordar o tema do álcool e drogas com adolescentes e jovens.  Para Iana Mota, jornalista e educadora do tema, há várias maneiras de tratar do assunto com este público, sobretudo, porque neste momento da vida transparece a fase de descobertas e experimentações. Ela chama a atenção para a forma lúdica que o seu projeto aborda esse tema tão delicado e ressalta a importância de lidar com as individualidades, “cada perfil de jovem exige uma abordagem diferente”, explica.

Outro tema que despertou curiosidade dos adolescente foi a  redução de danos. Segundo a jornalista “a redução de danos é algo que começa a partir do autocuidado, fazendo com que o usuário de álcool e outras drogas se cuide e criando um vínculo com ele próprio”.  A partir disso, outras questões, como a autoestima, também são trabalhadas. Iana acredita que para se desenvolver como redutor de danos o fundamental é a pessoa “ter alma, porque este é um trabalho que você interioriza bastante”. 

A atual política de drogas foi criticado por Iana. Hoje no Brasil, algumas substâncias são proibidas e, portanto, seu comercio é ilegal, embora o consumo não seja mais criminalizado. A jornalista defende um modelo de regulamentação que acarretaria no controle da qualidade da droga, que seria avaliada por um órgão específico. Isso, segundo Iana, amenizaria os danos ao organismo e, junto com uma campanha de informação e conscientização, diminuiria também a procura por esse tipo de substância. Além disso, a regulamentação levaria a um controle maior do comércio e a criação de regras como o impedimento de acesso dos adolescentes às drogas, como já acontece com álcool ou tabaco.

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Pra concluir, Iana  chamou a atenção para o que considera equívocos dos meios de comunicação na abordagem sobre o tema. Para ela há, ao mesmo tempo em que se demoniza as drogas ilícitas – interditando o debate a respeito, uma falta de informação a respeito dos danos provocados por drogas lícitas, como o álcool. Ela destaca a necessidade de estabelecer diálogos mais abertos sobre o tema com os adolescentes e convoca eles próprios, após as oficinas, a disseminarem informações a respeito. “Vamos contra informar”, desafia.

Por Bruna Eduarda de Oliveira, Maria Carolina Arruda Branco, Tiago Rubem da Silva, Gercidio Junior Valeriano Pereira e Railandres Santos, adolescentes comunicadores da Agência Jovem de Notícias