Encerramento do FST: Movimentos sociais convocam dia global de luta contra o capitalismo

Assembleia

Por Vânia Correia | Imagem: Tulio Bucchioni

O Fórum Social Temático, que promoveu centenas de atividades entre 21 e 25 de janeiro, em Porto Alegre, para discutir “Crise capitalista, democracia, justiça social e ambiental”, abriu o calendário de mobilizações no ano de 2014, que será especialmente importante para o país, por conta da realização dos mega eventos e das eleições presidenciais e, evidentemente, da série de protestos que já começam a se articular. A edição se encerrou na tarde deste sábado com a Assembleia dos Movimentos Sociais. A atividade contou com a presença de alguns representantes das centrais sindicais, partidos políticos, organizações, pastorais e movimentos.

O documento ratificado durante a assembleia expressa a posição comum dos movimentos em relação a temas considerados centrais para a superação das crises vivenciadas pelo mundo e contra o capitalismo. A democratização da comunicação aparece como condição para a luta de ideias da qual depende a vitória em todos os demais pontos citados na carta.

A reforma agrária; criação do estado palestino; fim da violência contra a mulher; eliminação das armas nucleares e o fim da OTAN; superação do racismo, foram alguns dos outras temas abordados no documento genérico.

Como encaminhamento, a declaração convoca os povos do mundo para um dia de ação global contra o capitalismo a ser realizado em 1º de abril, data em que o golpe militar no Brasil completa 50 anos.

Plebiscito popular pela Reforma Política

Também durante o FST foi lançado o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva do Sistema Político, iniciativa de dezenas de organizações e movimentos populares de todo o país. A ideia é discutir com a população o modelo político brasileiro e as mudanças necessárias.

A reforma politica é uma bandeira antiga de movimentos que lutam pela soberania popular e o fortalecimento dos mecanismos de participação direta e o aprimoramento da democracia representativa.

O tema ganhou força durante os protestos de junho, na ocasião a própria presidenta Dilma ameaçou convocar uma constituinte exclusiva para a reforma política, mas voltou atrás imediatamente após sofrer duras críticas de sua própria base.

Com a resistência do Congresso em realizar o debate sobre o tema, os movimentos destacaram a importância da participação da sociedade. “A pressão deve vir de baixo para cima. Muitos assuntos não precisam ficar aprisionados no Congresso, é preciso debater com o povo”, destacou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo.

O plebiscito vai perguntar aos brasileiros se deve ou não ser formada uma constituinte exclusiva com a participação popular sobre a reforma do sistema político. A votação será realizada de 1º a 7 de setembro e tem como meta alcançar 14 milhões de votos, o mesmo número do Plebiscito contra ALCA (Aliança de Livre Comércio das Américas). Até lá, a proposta é formar comitês locais para debater o tema com a população e realizar uma ampla mobilização.

Para mais informações sobre o plebiscito acesse www.plebiscitoconstituinte.org.br