Precisamos falar sobre participação política!

Por: Vitor Alves da Agência Jovem de Notícias/ Foto: Marcelo Pinto / APlateia

Antes de falar sobre participação na vida política, vamos entender o significado dessas palavras:  “Política” e “Participação”. Política significa a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses. O termo tem origem no grego POLITIKÁ, uma derivação de polis que designa aquilo que é público, mas o significado é bastante abrangente e, em geral,  está relacionado àquilo que diz respeito ao espaço público. Já a Participação é a ação de integrar-se, colaborar,  participar de algo, o que nos leva a perceber que PARTICIPAÇÃO e POLÍTICA dialogam muito entre si.

A participação na vida política significa ir muito além de exercer o voto, são ações que abrangem ou afetam o coletivo de pessoas. No Brasil, durante a ditadura militar, a participação por parte da sociedade era bastante restrita e até mesmo mortal. Naquela época havia restrição total da participação dos brasileiros e brasileiras. O que prevalecia era o pensamento do ditador e grupos associados, ideias contrárias eram ameaçadoras, pois desafiavam o poder do ditador e de um sistema opressor e antidemocrático.

Foi um marco histórico, muitas pessoas que resistiram à ditadura foram torturadas e mortas e alguns desses corpos até hoje não foram encontrados.  Foi um momento em que muito sangue foi derramado para fomentar os interesses de poucos em prevaleceram no poder. Afirmo, que as lutas, resistências e grandes derramamentos de sangue, que a Ditadura sofreu um avanço ilimitado, aquilo que então era único, se tornou esquecido, uma transformação do velho para novo.  Os ditadores não esperavam por uma coisa chamada DEMOCRACIA, que pudesse acabar com esse pensamento/ideologia nojenta.

A Democracia brasileira é a única, em que o governo serve ao povo e não o povo serve ao governo, linda é a constituição de 1988, onde no Art. 1° diz:[ A república federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. Parágrafo único. “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos direta ou indiretamente, nos termos desta Constituição”]. Logo mais no Art. 4° inciso 2- “Prevalência dos Direitos Humanos”. Com a Constituição da República Federativa do Brasil, a PARTICIPAÇÃO se tornou algo concreto e tangível, livre de perseguição e até mesmo da morte.

Hoje, nós temos uma das mais avançadas legislações do mundo, uma oportunidade que desde a história do Brasil só foi possível com a Constituição de 1988. Para muitos é um privilégio, porém, para nós é um Direito inviolável de exercer a cidadania. Da mesma forma que temos direitos também temos deveres, deveres esses, que significam um equilíbrio para garantir o direito do outro. Um autor desconhecido afirma: “o meu direito começa, quando o seu termina”, sábias são as palavras deste autor. O equilíbrio é a chave para evitar conflitos uns com os outros. Com os 30 anos de nascimento da Constituição, tivemos muitas conquista através da participação na vida política. Um exemplo que chama bastante atenção é o protagonismo da Juventude, que com luta, conseguiu o voto a partir dos 16 anos. Isso quer dizer que a participação política traz inúmeras conquistas e revoluções.

Até conseguimos derrubar a ditadura, mas infelizmente não conseguimos levar o que de fato foi a ditadura como forma de conscientização para os demais. Isso significa que, mesmo depois da Constituição de 1988, ainda estamos expostos a retrocessos graves. O caso recente do assassinato da ex-vereadora MARIELLE FRANCO, que comoveu o país, é um exemplo da fragilidade da nossa democracia.

Para que isso não continue a acontecer, a participação política deve fazer parte do cotidiano dos brasileiros e brasileiras, sem restrições de idade, cor, orientação sexual, religião, ou qualquer outra. A única coisa que é indispensável para a participação é sempre ter em mente a EMPATIA e os Direitos Humanos. Você jovem, entre 16 e 18 anos, que ainda não tirou o seu título de eleitor, corra! A mudança começa por nós.