Um olhar alternativo para as Alterações Climáticas

Por Agostina Herrera Brígido (@agoshb) e Denisse Peduzzi (@denipeduzzi), Agência Jovem de Notícias
 

No último fim de semana, entre 5 e 6 de Dezembro, realizou-se a Aldea Global de Alternativas em Montrieul. O evento, organizado pela “Alternatiba”, foi realizado simultaneamente à 21ª edição da Conferência das Partes das Nações Unidas, e procurou mostrar uma visão diferente das mudanças climáticas – além de promover alternativas concretas a elas.

Sob o sol de inverno parisiense, em um ambiente descontraído, ativo e com muita cor, cidadãos de diferentes partes do mundo experimentaram, compartilharam, provaram e sentiram as ruas e praças de Montreuil. A Agência Jovem de Notícias esteve presente, ao lado de outras 28 mil pessoas que visitaram a Aldea Global de Alternativas para encontrar novas soluções para a crise climática.

O evento, organizado por mais de 500 voluntários, contou com 11 áreas temáticas: Fabricação, Reparação e Resíduos Zero; Agricultura e Alimentação; Cultura e Mídia; Bens Comuns; Diversidade e Água; Direitos e Solidariedade; Clima e Energia; Economia Sustentável; Consumo Responsável; Educação para Todos; Transporte e Habitat. Cada rua e praça foi identificada com o nome de um determinado assunto.

A rota passou por circuitos agroecológicos que ensinaram alternativas para o cultivo de hortaliças em casa, empreendimentos sustentáveis, pátios de comida vegana, concertos, dança e artes visuais. E foi assim que encontramos Vincent e Denis, artistas plásticos membros da “DIP Social Klub”, coletivo de arte que busca promover o humanismo através da educação e de diferentes meios populares. Ambos estavam pintando um quadro de nativos latino-americanos. Com as mãos manchadas com as cores das pinturas, nos disseram: “Nos baseamos em algumas imagens de mulheres indígenas no Peru. Justamente elas estavam lá, militando contra as alterações climáticas, e nos inspiraram”.

O conceito que eles procuram comunicar através de sua arte é “justiça social e justiça climática”. Eles expressam também sua preocupação com a falta de informação e motivação dos jovens  a respeito do meio ambiente, convidando o público em geral a agir e se envolver mais ativamente nas políticas ambientais. Vincent afirma que os movimentos sociais são uma maneira eficiente de despertar a consciência das pessoas e exemplifica compartilhando uma experiência pessoal: “Em Marrocos, no ano passado, fizemos uma campanha nas rede sociais para limpar toda a cidade. O projeto teve resultados positivos e as pessoas se interessaram, começaram a refletir sobre o assunto. Eu não faço isso para mim, mas para nossos filhos e gerações futuras”.

Alternatiba é um movimento que surgiu de uma mobilização cidadã em 6 de outubro de 2013. Após a publicação do quinto relatório do IPCC, tornou-se um grande coletivo popular, artístico e cultural, com o objetivo de mostrar todas as soluções possíveis para enfrentar as causas da mudança climática, local ou globalmente.

Quer saber mais sobre este evento? Assista o vídeo clicando aqui.

Traduzido por Juliana Santos