Conheça os candidatos à prefeitura de Campo Grande (MS)

Alcides Bernal (PP): o atual prefeito de Campo Grande teve um mandato cheio de idas e vindas. Foi cassado em 2014, retomou o cargo, foi afastado de novo, retomou o cargo mais uma vez. Seu vice-prefeito, que governou boa parte deste mandato, atualmente está preso e assinou sua renúncia ao cargo. É uma história política difícil de explicar, mas Campo Grande chegou a ter 2 prefeitos simultâneos sem que a população soubesse muito ao certo o que estava acontecendo.

Bernal assumiu a prefeitura em 2013 depois de uma campanha que prometia mudanças, visto que Campo Grande era governada pelo mesmo grupo político há pelo menos 16 anos. Com uma administração centralizada, com pouca comunicação entre as secretarias e a população, a cidade sofre com o sucateamento da saúde, um asfalto totalmente esburacado em boa parte da cidade e nada positivamente relevante que se possa citar sobre sua passagem pela prefeitura. Ainda assim, ele aparece em 3º lugar nas intenções de voto, na última pesquisa Ibope divulgada.

Marquinhos Trad (PSD): de tradicional família política sul-mato-grossense, é o candidato que aparece em 1º lugar nas intenções de voto, com 41%.É advogado, deputado estadual e apresentador do Programa Marquinhos Trad, em uma tv local. Em sua história política, consta uma atuação expressiva na CPI da Enersul, em 2007. Mato Grosso do Sul que, anteriormente aos trabalhos da CPI, era o estado com maior tarifa de energia do Brasil, após a conclusão da Comissão garantiu a queda de quase 20% no preço da energia e a devolução aos consumidores de R$ 191 milhões, por conta de erros da revisão tarifária de 2003, descritos no relatório final de autoria do então deputado.

Com propostas de modernização na educação, valorização do servidor e prometendo ser contrário a qualquer intenção de privatização para realização de atividade fim na Secretaria Municipal de Saúde, Marquinhos Trad também destaca no programa de governo fazer cumprir a lei 11738/2008do piso salarial dos professores, que nos últimos anos tem gerado controversas entre os profissionais da educação e a prefeitura.

Rose Modesto (PSDB):Professora, que já foi vereadora de Campo Grande duas vezese atualmente é vice-governadora, acumulando o cargo de secretária de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast). Destaque de sua atuação foi a economia de R$ 19 milhões no programa Vale Renda, dinheiro que foi investido no Rede Solidária, um programa de atendimento à pessoas em situação de vulnerabilidade social. A primeira unidade do Rede Solidária foi inaugurada no bairro Dom Antônio Barbosa, que tem a menor renda per capita de Campo Grande.

Rose Modesto aparece em 2º lugar na pesquisa Ibope de intenções de voto, com 22%. Aumentando e muito a probabilidade de um 2º turno nas eleições da capital. Com propostas de retomar obras abandonadas inacabadas na capital, zerar a fila de espera para consultas, atendimentos e exames nos postos de saúde e efetivar o pagamento do piso salarial dos professores, a candidata é uma das poucas mulheres a disputar a cobiçada prefeitura de Campo Grande.

Rosana Santos (PSOL):Rosana Santos é terapeuta ocupacional que há anos atua na militância pela garantia de direitos de crianças e adolescentes sul-mato-grossenses.Em uma campanha com 16 candidatos a prefeito, a candidatura de uma mulher negra pelo Psol surge como uma alternativa aos velhos chavões políticos a que estamos acostumados, não bastasse isso, o candidato a vice-prefeito da chapa pura lançada pelo partido, é homossexual e professor.

Com 1% das intenções de votos, o que chama atenção é a representatividade, tão em falta no cenário político brasileiro. Com a proposta de construir uma cidade para as pessoas, Rosana tem feito uma campanha corpo a corpo e com muito pouco dinheiro, propondo mais diálogo e participação e, corajosa, enfrentado a ira racista nas redes sociais expondo o que há de pior na sociedade brasileira: o ódio, o preconceito e a ignorância.