Parada LGBT também é marcada pela participação de famílias heterossexuais que apoiam a luta pela igualdade de direitos

Por Paolla Menchetti, 17 anos, adolescente comunicadora

Colaborou Elisangela Cordeiro, educomunicadora

SÃO PAULO – Mesmo debaixo de chuva, o povo saiu às ruas para participar da 17ª edição da Parada do Orgulho LGBT, que acontece ao longo deste domingo, 02. Ás onze da manhã já havia grande circulação. A reportagem deu uma volta pela região e encontrou famílias, jovens e idosos que vieram somar força na luta contra o preconceito e pelos direitos iguais da comunidade LGBT. Conversamos e fotografámos alguns desses participantes. Confira!

A Eliane Perreira (na foto, de jaqueta vermelha), de 31 anos, veio de São Caetano, na Grande São Paulo, e estava com seu namorado Fabio Barrete e seus amigos. Vieram juntos para a grande festa da diversidade e para participar da manifestação contra a homofobia.

Regina da Silva, 44 anos, veio com seu marido Alessandro e sua filha Beatriz, de 7 anos. Ela afirma que todo ano vem com filha e defende e que é importante essa participação da menina desde criança. “Para que cresça sem preconceito”. Para ela, “esse evento é fundamental para que as pessoas tenham mais abertura para as diferenças e deixem de ser preconceituosas”.

Revoltando com o atual cenário da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que já fez declarações consideradas homofóbicas, Maria Costas, de 65 anos, e seu esposo Jorge Souza, de 66 anos, decidiram marcar presença na grande manifestação que é a Parada. “Viemos aqui para se divertir, pela alegria e energia, mas também para  lutar por respeito e dignidade e acabar com preconceito”.

A família do Herbert Evangelista, de 53 anos, não só vieram participar como também produziram broches, braceletes com símbolos da diversidade sexual e igualdade. A família acredita que o evento é importante para cidade por atrair turistas de diversos lugares. Sua esposa Jussara Toledo, de 58 anos, lamenta termos no Brasil nesse momento um Feliciano (deputado federal). “Não temos palavras para expressar nossa indignação com esse retrocesso”. O filho de Herbet, Renato Evangelista, de 19 anos, complementa: “É medieval as atitudes do Feliciano”.