#FimdoTrabalhoInfantil Exemplo de militância e sensibilidade

Thailane Oliveira (RJ) e Sarah Suzane (AC), adolescentes comunicadoras em Brasília | Imagem: Felipe Campos Borges, educomunicador

Durante o segundo dia da III Conferência Global Sobre Trabalho Infantil, em Brasília, o indiano Kaillash Sathyaste concedeu uma entrevista aos adolescentes comunicadores. Ele disse que conscientizar as pessoas mais tradicionais de que uma criança não deve trabalhar, mas sim de que deve estudar ainda é um dos maiores desafios na erradicação do trabalho infantil. “As pessoas amam suas crianças, mas não as respeitam como parte da sociedade. É direito da criança ter acesso à educação.”

Ele contou ainda que durante sua infância se questionava sobre o motivo de estar na escola estudando e ter meninos e meninas trabalhando. Movido pela curiosidade, perguntou ao pai de um garoto que trabalhava porque seu filho não estava na escola. O homem olhou para Kaillash como se não a pergunta não fizesse sentido e, pacientemente, respondeu: “Nós nascemos para trabalhar!”. Essa resposta o inspirou a promover uma transformação.

Após os 30 anos, Kaillash conseguiu promover dois movimentos dedicados ao direito à educação e ao enfrentamento do trabalho infantil. E seu esforço lhe rendeu a indicação ao Premio Nobel da Paz em 2006.