Participação social ajuda na prevenção em grupos de maior vulnerabilidade

Alex Pamplona (PA) e Ramonna Lisboa (SP), da Cobertura Jovem em São Paulo

“Grande parte das ações positivas de prevenção das DSTs, Aids e Hepatites Virais no Brasil são desenvolvidas pela sociedade civil”. A frase de Bárbara Graner, do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, rendeu um bom debate durante o Fórum “A prevenção em contextos de maior vulnerabilidade: limites e possibilidades”, que aconteceu nessa terça-feira (28) na sala Piacatú, do Anhembi.

Segundo Bárbara, movimentos sociais vêm desenvolvendo ações positivas na prevenção de infecções pelo vírus HIV, hepatites virais e outras doenças sexualmente transmissíveis em grupos mais propícios como homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo, usuários de drogas, gays, moradores de rua e população prisional. “Grande parte dessas ações positivas servem como linha de base para as ações do Ministério da Saúde”, disse.

Para Fransérgio Goulart, da Coordenação Técnica do Centro de Promoção da Saúde – CEDAPS/RJ, a participação social no combate e prevenção destas epidemias é necessária porque “é preciso conhecer o território para programar uma ação de saúde que possa minimizar o numero de infectados, para isso é preciso conhecer o perfil da população, particularidades regionais e amplitude e dimensão das ações desenvolvidas tanto pelo governo, quanto pela sociedade civil, além, do constante diálogo entre diferentes entes federativos e sociais.”