A dança que conecta Brasil e Guiné

Por Flora Beatriz, Kauanne Santos e Wesley Matos, da Agência Jovem de Notícias em São Paulo

Mexer o esqueleto é muito bom e faz com que a gente relaxe e pare de pensar nas obrigações do dia seguinte, não é verdade? Por isso nós, da Agência Jovem de Notícias (AJN), fomos atrás de uma aula de dança que acontece todas às quartas-feiras na Ação Educativa, associação civil sem fins lucrativos que atua nos campos da educação, da cultura e da juventude, na perspectiva dos direitos humanos.

Com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimentos e experiências africanas, especificamente da Guiné, o grupo Mariana Camara Limanya oferece atividades artísticas para diferentes públicos. Esse grupo artístico foi sendo formado aos poucos aqui no Brasil, já que os professores da dança e os batedores de tambor estavam divididos entre o continente africano e o sul-americano.

Assan Bussmand, artesão que faz os tambores que dão ritmo às aulas, com percussão ao vivo, nos conta que ainda que os alunos não venham, o grupo sempre tem algo a fazer, como ensaiar para as apresentações, por exemplo. Ele reforça que a musicalidade está sempre presente no dia-a-dia do grupo, seja no canto, na dança ou na percussão.

O artesão e sua família chegaram no Brasil aos poucos. Sua esposa Mariama, que sempre teve a intenção de trabalhar a música e dança como instrumento de educação para crianças, lecionava no Liceu quando foi convidada para atuar no Brasil. Aqui, o grupo tem se saído muito bem, encantando os brasileiros e resgatando os ritmos e a atividade corpórea africana.

Os professores que vivem há alguns anos no país do futebol compartilham suas vivências e experiências com os participantes, o que isso promove uma grande troca de conhecimento. “Participar dessa aula foi muito especial! Hoje tive a oportunidade de conhecer melhor as histórias dos facilitadores e me conectar com a cultura africana. Pretendo voltar todas as quartas-feiras! Estou saindo renovado e quero sentir essa sensação mais vezes.” – Diz Wesley Matos, de 18 anos.

Para além de aprender uma percussão, uma dança ou um canto africano, as aulas com o grupo possibilitam uma imersão e conexão com as matrizes afrodescendentes. Por meio das aulas é possível resgatar a ancestralidade e acolher a diversidade. Por isso, nós convidamos vocês para compartilhar momentos de aprendizado e movimento diretamente da Guiné com o grupo.

As aulas acontecem todas às quartas-feiras, das 19h30 às 21h, na sede da Ação Educativa, que fica na Rua General Jardim, 660 – Vila Buarque, São Paulo. A mensalidade é de R$150,00 e a aula avulsa R$50,00. 

Cobertura Educomunicativa

A Agência Jovem de Notícias realizou a cobertura educomunicativa da Semana de Formação em Direitos Humanos e Educação Popular, realizada pela organização sem fins lucrativos Ação Educativa. A atividade foi realizada em parceria entre a Viração e a Ação Educativa e contou com a participação de quatro adolescentes, com o apoio de profissionais da Viração.