SEXO: Quatro paredes como testemunhas; O que vale e o que não vale entre um casal?

Por Tania França, colaboradora do Programa Adolescer

ARTIGO – Ainda hoje, para muitos casais, o formato das suas relações sexuais é estabelecido pelo que as gerações passadas determinaram como “certo” e “errado”. Poucos acreditam que a decisão sobre o que vale e o que não vale entre quatro paredes depende principalmente do diálogo, do respeito e da intimidade entre o casal.

Muita conversa e respeito às limitações do outro é a base de tudo. Mas isso não acontece como num passe de mágica. É importante que cada um seja capaz de expor o que pensa, o que sente, o que gosta, o que não gosta, o que quer e o que não quer fazer.

Geralmente é o tempo que torna o relacionamento mais sólido e aberto para novas experiências. Quanto maior a intimidade entre o casal, mais fácil será o diálogo sobre os desejos e as necessidades de cada um. Mas atenção às diferenças. O que algumas pessoas consideram excitante, outras podem entender como grotesco. Qualquer prática, depois de consumada, deve promover a sensação de prazer e de satisfação para ambos, sempre prevalecendo o bom senso na hora de sugerir algo novo. É preciso considerar ainda que homens e mulheres têm características físicas, emocionais e psicológicas bem distintas e elas também precisam ser identificadas e respeitadas.

É claro que sejam quais forem as práticas acordadas pelos parceiros devem ser tratadas como um pacto, um segredo comum que faz parte da cumplicidade entre o casal. Somente com a certeza da confiança mútua os parceiros perdem o medo de se expor e de serem julgados. Se um realmente acreditar que será compreendido e respeitado pelo outro, será capaz de dar vasão às suas fantasias.

Uma das principais razões que impedem as pessoas de propor qualquer tipo de nova prática na sua vida sexual é o medo da reação do outro. É o medo da crítica, dos rótulos e até da ridicularização. Nesse caso cuidado! Se não houve respeito nem cumplicidade, você pode estar com a pessoa errada!

Mas o fato de entender e respeitar as limitações do outro não significa que a proposta apresentada deva ser para sempre esquecida. As pessoas amadurecem, mudam sua maneira de ser, seu modo de pensar e num outro momento podem estar mais receptivas a ouvir novas ideias, experimentar coisas novas e a dar vasão às suas próprias fantasias.

Ninguém deve forçar ou coagir alguém a praticar ou participar de atos que não deseje. Mas por outro lado, os parceiros precisam se sentir a vontade para propor, criar, sonhar, fantasiar. Então vamos combinar que vale tudo sim. Tudo que sua imaginação for capaz de criar e a outra parte consentir sem que tenha sido pressionada. Tudo que estiver em comum acordo entre os parceiros pode ser aceito com naturalidade

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