Ocupar é uma resposta às crises!

Por Adrielly Santos

Na tarde dessa sexta-feira, 27, de nuvens brandas e céu azul, o Acampamento da Juventude recebeu visitantes de diversos países. O Movimento dos Indignados do Brasil e do Mundo foi que realizou esse grande encontro entre militantes que acreditam em um mundo melhor.

Ala Talbt, representante do movimento Magreb Social Forum, vindo da Tunísia, contou a todos que o grande desafio da Revolução Tunisiana foi a manifestação para a efetivação dos direitos da mulher, que reivindicava a igualdade social e econômica entre homens e mulheres. O movimento  do qual Talbt participa também se preocupa com as questões ambientais e procuram sempre estar mobilizando a população da Tunísia a olharem para a realidade e transformá-la.

Os Indignados da Grécia também marcaram presença no encontro. Afrodite Tarkis, representante desse movimento, compartilhou suas experiências. “Nós costumamos acampar, participar de assembleias abordando diversos temas. Nas nossas decisões damos valor ao consenso, pois acreditamos que não precisamos de governos”, afirma.

Para trazer a causa ainda mais perto de todos que acompanhavam a conversa,

 

Afrodite contou que durante um tempo a mídia esteve ao lado do ideal do movimento, que é de descentralizar o poder do governo na Grécia, mostrando que isso é possível, por meio da própria organização. “Isso durou um tempo, pois ao longo dos dias, a mídia perdeu a simpatia e começou a repreender o movimento. Mas em contra-partida, o movimento se reuniu formando um círculo ao redor do prédio do Parlamento Grego, para exigir os seus direitos. Nesse dia contamos com a presença de quase 3 mil pessoas. A força militar do país foi chamada para acabar com o protesto, utilizaram gás lacrimogêneo, spray de pimenta, bala de borracha e como estratégia para desocupar o acampamento do movimento, atacaram a tenda onde  eram feito os primeiros socorros. Então ocupamos as praças.” relata, Afrodite.A atitude desse movimento desencadeou outra forma de manifestação no país. “Em um bairro da Grécia o governo costumava cortar a eletricidade, aparentemente sem motivo, os moradores se reuniram e barraram a entrada dos funcionários da empresa de eletricidade. Essa atitude provou ao governo que o poder público é maior e mais forte quando lutamos juntos.” Finaliza Afrodite.