Dignidade: base para os Direitos Humanos

Uma das mesas de diálogo do primeiro dia do evento Respostas Comunitárias – Encontro de Saberes e Fazeres, realizado pela ONG Lua Nova, teve como tema a dignidade humana, sobre o qual debateram Luciana Boiteux, professora de Direito Penal da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UFRJ); Zita Vilar, representante do governo do Piaui; Glória Aguero Blas, da municipalidade de Lima (Peru); Auro Lescher, psicanalista do Projeto Quixote, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); e Irene Serrano, de Consentidos (Colômbia).

Glória Blas destaca o medo que muitos têm de afrontar e fala sobre a importância de trabalhar pela comunidade, de lutar pela saúde da população a partir da defesa do direito das crianças.

Auro Lescher define Dignidade Humana, a partir da situação de pessoas adultas que vivem na rua, situação presente em todos os países. Para ele, dignidade é o conceito básico de todos os direitos humanos e a conquista desses direitos se dão a partir do sonho, com o qual temos a possibilidade de criar uma nova história. “Homens no fronte de guerra, crinças na rua, exílio… As drogas são algo de uso comum dos mais frágeis”. Ele tem a convicção de que o primeiro tipo de intervenção com usuários de drogas não deve ser policial, nem médico, mas sim humanitário.

A psicóloga Irene Serrano, que coordena intervenções de tratamento comunitário, ação de um projeto chamado Red 30 na Colômbia, para situações limites, destaca a necessidade de pensar a pessoa como sujeito ativo, com possibilidades e capacidades, além de mobilizar indivíduos que querem trabalhar com outras pessoas. Para ela, é importante que as relações entre as pessoas sejam mais autênticas e menos formais, com mais solidariedade.

Durante esse diálogo, foram exibidos quatro vídeos de aproximadamente dez minutos cada sobre projetos voltados ao combate das drogas, situação de rua e mulheres com crianças. Com base nos vídeos,os participantes do diálogo reforçaram seus argumentos a respeito do fortalecimento da dignidade entre os seres humanos.

Carla Renieri e Bruno Ferreira