Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura

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Muito se engana quem pensa que a tortura é adotada somente por regimes antidemocráticos, como ditaduras e similares, a tortura acontece em plena democracia e muitas vezes são praticadas por quem deveria proteger a população, que é o caso da Polícia Militar e de acordo com relatório da ONG Anistia Internacional, o Brasil lidera com folga o ranking de medo de tortura policial.  Por isso a Vira, no dia Mundial de Apoio às Vítimas de Tortura, dedica esse post a um relato de jovem que sofreu violência física e psicológica por parte da PM.

Recebemos a visita do Murilo Magalhães, estudante de Direito da PUC-SP, aqui na Vira e ele nos contou como acabou sendo preso e torturado, pelo simples fato de estar na rua, manifestando seu apoio à greve dos metroviários.  O estudante estava tentando se acorrentar ao portão da Secretaria, como forma de protesto e foi abordado por três policiais não identificados, que o carregaram para dentro da Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo. Murilo foi obrigado a ficar nu enquanto ouvia xingamentos homofóbicos e que jamais conseguiria a carteira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ele ficou agachado por um tempo em um corredor escuro e depois foi levado para uma sala sem câmeras, e relata “Me obrigaram a ficar pelado e me fizeram revista vexatória. Me humilharam, pegaram o meu celular e exigiram que eu entregasse os endereços dos meus contatos”.

Este dia é importante para reafirmarmos que não existe justificativa para a tortura e que é preciso dar fim à noção de que a tortura é necessária para controlar a criminalidade.