A equipe da 5ª Conferência em Serra Negra

Na última noite da Conferência, os adolescentes que estão fazendo a cobertura se reuniram para pensar um pouquinho sobre o que está rolando. Todos eles conversaram sobre pontos positivos e negativos e foram desafiados a escrever sobre o que estão sentindo em apenas 15 minutos. Dos que se sentiram a vontade para compartilhar, aqui estão os depoimentos:

“Nesta conferência, em relação às outras, houve um bom avanço de participação de crianças e adolescentes, que não só estão representando suas regiões, mas estão defendendo os direitos humanos das crianças e dos adolescentes.

Estão criando novas propostas a serem defendidas e não estão sendo tão persuadidas pelos adultos como antes.

Mesmo com a evolução infanto-juvenil nas conferências, tanto como delegados, ou organizadores, não podem cair na zone de conforto, mas, sim, terem mais ousadia para conquistar espaços e defenderem seus pontos de vista e propostas, se estiverem nos padrões de criação das propostas”.

Nathan Henrique – 18 anos.

A esperança e os sentimentos de mudança dos jovens não podem ser suprimidos pelos covardes que utilizam mecanismos criados para rotular e dividir uma liberdade plena que é, de direito de todas as mulheres e homens.A conferência e todo e qualquer espaço de cidadania tem por dever a metodologia sem o entendimento histórico de desigualdade de expressão.

Tenho, ainda, três perguntas: Por que existe certo e errado?, Qual a liberdade humana?, Vivemos na sociedade que queremos? ou qual sociedade queremos?”

Pedro Henrique – 19 anos.
 
“O já acontecido de forma diferente
mostra evolução de um processo irreverente.
Mesmo misturando a organização,
foi bem sucedida a Educomunicação.
Creio que ainda podemos melhorar
Construindo uma lúdica que todos irão se lembrar”
Jefferson Santos – 17 anos.
 
“A V conferência lúdica dos direitos humanos da criança e do adolescente, para mim, é onde as crianças e os adolescentes têm de conferir os seus direitos e os seus deveres e estarem cobrando dos líderes os seus direitos e propondo nos projetos, nas ideias e etc…
Eu acho que, até agora, foram canceladas muitas atividades da programação do dia pelo fato de nem todos concordarem com as propostas apresentadas”.
Daniel de Jesus Lima – 14 anos.

 
“Durante todo esse processo de conferência percebi que, desde o começo, antes de até os delegados chegarem, teve muita articulação de todos. Tudo, tão bem pensado e bem planejado, fez com que conseguíssemos uma conferência completamente lúdica.
Apesar de algumas falhas, todos da comissão, delegados, observadores e cobertura deram o seu máximo para que tudo corresse bem. Os delegados muito bem recepcionados se sentiram a vontade, como se todos já se conhecessem.
Os delegados se articularam entre si, o que foi o maior impulso para essa conferência.
Todos os pontos bons serão lembrados e levados para as próximas conferências”.
Thayná Dias Prestes – 15 anos =)
“A conferência lúdica representa um marco na construção do protagonismo e participação infanto-juvenil, traz consigo a conquista de espaços democráticos e legítimos de discussões de direitos de crianças e adolescentes, além de criar um laço de sentimento de luta cidadã dentro desses protagonistas para que se tornem cidadãos ativos e comprometidos com as causas sociais e humanistas.
‘Uma vez picado com o protagonismo juvenil, o veneno das lutas sociais correrá para sempre em suas vidas'”
Lucyomas França – 18 anos – MT 

“A conferência representa a esperança destruída de dois em dois anos. A expectativa do evento para garantir os direitos infanto-juvenis é grande, mas sempre acaba sendo destruída pelos egos e pela política maquiavélica dos chamados ‘peter pans’.
Dentro desse sonho de construção do novo é difícil pensar que tem gente que é contra a renovação, adultos com atitudes maquiavélicas privam os direitos das crianças e adolescentes à sua cidadania e às suas características.
Os problemas de conferência são problemas sociais, no qual as pessoas têm medo de que o novo atinja a todos, prejudicando a construção “utópica” das conferências regionais”.
Lucas – 19 anos.
“Movimentando
Em cada canto, em cada lado,
todos notavam todo mundo animado! 
Em cada eixo, todos se ajudando,
e desta forma,
tudo foi se encaixando.
Na plenária,
Mesmo com confusão,
Todos formaram
Uma só união!
Por um único ideal,
Por uma única razão.
É isso aí galera,
Vamos mover a nação!”

Anna Luísa – 11 anos.
Neste processo conturbado
Me encontro num pleno prazer
De participar da 5ª Conferência
Dos direitos proceder
A conferência me inspira
Num grande refletir e falar
Numa gigante luta
Em muito trabalho a avançar.
Agradecer ao Fórum Estadual
Ao CONDECA, CONANDA e tal
Que por mais que seja um processo maluco
A luta de incidência é sensacional
Não posso deixar de agradecer ao
Pedro, Lucas e Carlos pelo proceder
A Thayná e a Carol nos mostrando o saber.
Ao Jonathan e Ana
Augusto sensacional.
Ao Sidney e Gabriel
Pelo seu alto astral.
O Bruno coerente
A Fernanda genial
A Vanessa a alegria
E o Nícolas sensacional.
E na Educomuniação,
Ao Nathan, o Chris Brown
Ao Jefferson e ao Daniel
Os fotógrafos, sensacional.
A Verônica e o Diego,
Pela coordenação
Podendo neste processo
Divulgar a todos a Conferência
Pelo Brasilzão!

Carlos Júnior “Churras” – 18 anos.
Agradecemos à todos os adolescentes da cobertura por fazerem acontecer. 
Saiba mais:

O que é 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente?