Conselheira da vida real

Entrevistamos a conselheira Damiana de Brito, de 24 anos, do município de Xinguara, que contou sua trajetória de vida e o que motivou a ser conselheira. Lutar pelos direitos das crianças e dos adolescentes foi sua própria história de vida.

Essa é a primeira Conferência que participa e o seu propósito é aprender mais sobre os direitos da criança e do adolescente. Sua principal motivação é procurar aprender e zelar muito mais sobre esses direitos para com isso poder ajudar as pessoas que vivem em uma realidade de violência.

Damiana perdeu seus pais muito cedo. Seu pai morreu quando tinha um ano de idade e sua mãe, quando tinha apenas oito anos. Na sua infância foi criada por tias e sofreu muitas agressões físicas e psicológicas.

Então, a partir de sua história de vida, quis ajudar crianças, procurando evitar que elas passem pelos mesmos problemas.

Damiana conta sobre um acontecimento que marcou em seu trabalho como conselheira, onde acompanhou uma criança que tinha seis anos de idade e foi abusada pelo seu próprio pai e também era agredida fisicamente e psicologicamente por sua mãe. Ela ficou comovida com a história da criança, lembrando-se da sua própria infância. Damiana também sofrera abuso.

Para ela, a Conferência é muito importante, pois pode trazer aprendizado tanto social como pessoal, pelas trocas entre os municípios, o que pode gerar possibilidades de criar formas de planejamento para o melhor desenvolvimento de trabalhos.

Sua maior expectativa é que as pessoas passem a olhar para as crianças e adolescentes com outro olhar, ou seja, olhos de amor.

“A criança precisa além dos seus direitos garantidos, também precisa de amor e afeto”.

Saiba mais:

O que é 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente?