Quem sabe faz a hora!

Reynaldo de Azevedo e Silmara Aparecida, do Virajovem Lavras (MG); Bruno Ferreira, Elisângela Nunes, Vânia Correia, da Redação; Henrique Souza, Liliane Freitas e Evelyn Araripe, da Agência Jovem de Notícias.

Texto adaptado por Adriélly Santos

Pare pra pensar nas aulas de história. Você já reparou que muitas das grandes revoluções do mundo surgiram a partir da iniciativa e desejo de mudança de alguns jovens? Pense no movimento estudantil, por exemplo, que ajudou na queda da ditadura militar no Brasil.

No entanto, é muito comum nos dias de hoje  ouvir algumas pessoas falarem a típica frase: “A juventude de hoje não faz nada “. Mas, não é bem assim! Desde as últimas décadas, os  jovens têm feito muita coisa, só que diversificado as temáticas de suas bandeiras.

 

Ações e protestos pela liberdade de expressão, direitos humanos da mulher, da criança e do adolescente são campos cada vez mais frequentes de engajamento da juventude, que, inclusive, está protestando contra vários tipos de preconceitos, violência sexuais, além de estar voltando seus olhos para a questão de sustentabilidade, meio ambiente e outras temáticas.

Apesar das suas especificidades, cada vez mais jovens e adolescentes vêm conquistando espaços e sendo participativo em várias causas.

“Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério”. O que a música da banda Charlie Brown Jr. denuncia  não é segredo para muitos. “A  juventude é deixada de lado na mídia. E quando aparece é em notícia ruim, mortes, roubos e por aí vai. Aparece sempre como algo que está perdido”, desabafa Marcos Eduardo Rodrigues Santos, de 18 anos.

Para muitos, está claro que o padrão de qualidade de juventude foi definido nas décadas passadas, especialmente pelos jovens que lutaram contra o regime militarna nos anos 1970.Qualquer coisa diferente disso representa, para muitos, a traição da essência dessa fase da vida.

A socióloga e estudiosa sobre as questões da juventude Helena Abramo acredita que a análise do perfil da juventude deve ser feita com cautela  e que  jovens de diferentes épocas se mobilizaram de acordo com o momento que vivenciaram. Para ela, não é possível dizer exatamente  se a juventude está mais ou menos atuante que as gerações passadas. O que é possível comparar é a forma como as mobilizações ocorreram em diferentes épocas.

Uma pesquisa mostra de forma positiva o engajamento e interesse político dos jovens, diferente do que a grande mídia tem apresentado. De acordo com a pesquisa, cerca de dois milhões de jovens entre 18 e 24 anos, apontam para um perfil de jovem-ponte.

Jovem-ponte é aquele que transita por diversos grupos, recolhendo referências diferenciadas e transversalmente.

Se você quer saber mais sobre as atitudes tomadas pelos jovens, e conferir essa matéria na íntegra, acesse: www.issuu.com/viracao/docs/edicao_76