Como está o brincar do seu filho?

Por Flora Beatriz e Wesley Matos, da Agência Jovem de Notícias

Em seu terceiro dia de inauguração, o SESC Avenida Paulista convida pais, mães e crianças para usufruirem do novo espaço cultural. No terceiro andar do prédio, crianças de 0 a 12 anos podem inventar e reinventar atividades lúdicas em brinquedos feitos de materiais naturais, como bambu e madeira.

As estruturas têm como objetivo envolver as crianças em jogos e brincadeiras relacionadas, de alguma forma, com a natureza, já que nos dias de hoje o virtual tem tomado boa parte do tempo dos mais novos.

Um dos presentes no evento é Marvin Deakins, pai de Benjamin. Para ele os instrumentos tecnológicos são importantes, mas é fundamental que as crianças usufruam da natureza. “Sou um pai que utilizo do meio tecnológico para aprender e a lidar com algumas situações que meus filhos me colocam, mas me esforço bastante para viajar e passear para que eles ampliem sua relação com o mundo. Quero sim que meus filhos tenham acesso a esses recursos, mas acho ruim que as crianças se tornem dependentes desses aparelhos”, comenta.

Marvin Deakins com seu filho Benjamin

Rosana Abrunhosa, técnica da administração central no núcleo de Infâncias e Juventudes do SESC, explica que a construção desse espaço é especialmente para usufruto de crianças entre 0 e 12 anos. Nele, existem elementos ligados à ideia da união entre a natureza e a tecnologia. Rosana acredita na importância da infância para o desenvolvimento do ser humano, por isso a importância de ter elementos para que as crianças construam o seu brincar, para além de coisas prontas.

O espaço também conta com ambientes que estimulam a criatividade, permitindo que as crianças criem asas para o imaginário, não com fantasias prontas, mas fantasias que expressam, a partir da construção, o que elas querem ser.

Além disso, existe uma parte com uma pegada mais tecnológica onde as crianças manipulam tudo, mesas de luz, pirilampos que acendem e até retroprojetores. Pensando nisso, Rosana relembra de sua infância, em que ela tinha mais contato com a natureza e com a rua, e ressalta que isso serviu de inspiração para a criação do espaço no SESC Avenida Paulista.

Para além do terceiro andar, o SESC também aproveitou a área externa para promover o brincar. Marcela da Silva (7) e Matheus da Silva (13), que participaram da atividade na rua Leôncio de Carvalho, não conseguem brincar de amarelinha, pular corda e outras brincadeiras de rua por morarem em prédio. A solução então é ir para a casa de seus avós.

Em suas casas, os irmãos costumam utilizar brinquedos industrializados como bonecas, legos e jogos infantis, além de utilizarem os computadores dos pais. Ademais, João Marcelo, pai das crianças, disse que libera uma hora por dia para cada um navegar na internet ressaltando que, de todo o modo, eles ainda utilizam mais os brinquedos.

A questão das telas vieram para ficar e hoje fazem parte do universo natural das crianças, no entanto, seu conhecimento e vivências não devem se limitar a isso. Nos primeiros anos de vida é essencial estar em contato com a natureza, com outras pessoas e, principalmente, com o brincar.

Família da Silva na inauguração do SESC Avenida Paulista

Este texto é resultado da cobertura educomunicativa da inauguração do SESC Avenida Paulista, realizada por adolescentes e jovens do projeto Agência Jovem de Notícias e da Viração Educomunicação, em parceria com o Sesc São Paulo. A ação conta com a participação de doze adolescentes de toda a cidade,  com o apoio de profissionais da Viração.