#SemTrabalhoInfantil Encontro internacional discute formas de acabar com o trabalho infantil

Evento, realizado pela Fundação Telefônica, reúne especialistas, jovens e defensores dos direitos de crianças e adolescentes

Por Igor Franceschi, adolescente comunicador em São Paulo (SP)

Começou na manhã desta segunda-feira, 26 de agosto, o IV Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil, realizado em São Paulo.  Sala lotada, pessoas dialogando, escrevendo, tirando fotos, todas com um objetivo, um ideal: erradicar o trabalho infantil.
O mestre de cerimônias, Felipe Melo, dava as boas- vindas, iniciando o tema, enfatizando que o evento tinha como destino, também, abrir espaços para debates e reflexões para o Congresso Global contra o Trabalho Infantil, que será realizado em outubro.
Os microfones seguem para a Fraçoise Trapenard, presidenta da Fundação Telefônica, que faz uma colocação, no mínimo, contundente: ‘’Precisamos passar por uma revisão de cultura, para assim acabar com o trabalho infantil. Entender o semi-árido, onde metade das crianças trabalham, e tentarmos modificar tal situação. A frase ‘’é melhor trabalhar do que estar na rua’’ deve morrer e ser substituída por ‘’é melhor estudar do que estar na rua’’, disse.

Passam-se os holofotes novamente, dessa vez é Paula Montanger, representante do Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome, que assume o comando.

“A experiência que os países possuem nos leva a querer a extinção do trabalho infantil. A meta do plano Global, realizado em 2008, nos faz crer que é possível, através de compartilhamentos de experiências, chegarmos cada vez mais perto de nosso objetivo. O Brasil consegue caminhar, pois tem mais de 20 anos de experiência na área. Estou vendo o compartilhamento e pesquisas multinacionais presente, e muitos países olham como referência esse modelo e união que é alimentado no Brasil. Temos que dar importância à proteção social para que sejam estruturadas questões para acesso a informações, assistências, para que famílias não necessitem do trabalho da criança. O trabalho é um direito mas deve ser constituído para que os jovens tenham-no como um fluxo natural, com boas bases formadas por necessidades fundamentais de qualidade, como educação, saúde, cidadania”.

As coisas não pararam por aí. Agora foi a vez da palhaçada, e que essa ação seja interpretada como consciência e liberdade! Wellington Nogueira, representante do Doutores da Alegria, tirou o nariz vermelho mas não sua essência, o que moveu muitos aplausos dos presentes.

‘’Minha função como palhaço não é trazer respostas, mas sim, brincar com as perguntas. Uma doença séria ceifa a infância de uma criança, o trabalho infantil, também. Aprendi com os mestres, as crianças, a olhar o mundo do jeito delas, com olhos de descoberta. ’’

E pra finalizar num picadeiro sério, fez suas últimas palavras, encerrando o espetáculo: ‘’ O que aprendemos com nossos mestres? A Brincar! Vamos jogar esse jogo contra o trabalho infantil, pois mais de três milhões de crianças já estão nele.  Não dói nada colocar o que se tem de melhor e bonito para fora. ’’

 

Rafael

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2 Comments

  • na certa bolsa familia basta… assim…Menor aprendiz e sua forma de ajudar adolescentes sem escolaridade, envolvidos em atividades ilícitas ou prostituição, responsáveis legais de outro menor ou legalmente emancipados ou abrigados e tutorados do estado… nunca é discutida de forma positiva por esse pessoal, pois ou aposto que esse pessoal não quer exemplos como de Joaquim Barbosa e lulas da silva em seu meio social…

  • Menor aprendiz e sua forma de ajudar adolescentes sem escolaridade, envolvidos em atividades ilícitas ou prostituição, responsáveis legais de outro menor ou legalmente emancipados ou abrigados e tutorados do estado… aposto que esse pessoal não quer exemplos como de Joaquim Barbosa e lulas the silva em seu meio social…

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