Segunda semana começa com governos defendendo os seus próprios interesses

Por Evelyn Araripe, para a Agência Jovem de Notícias na COP18

“Começo a perceber que os governos não vieram para negociar, mas apenas para defender os seus próprios interesses”, foi com essa frase que o embaixador André Corrêa do Lago, chefe da delegação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP18 fechou a primeira semana de negociações. Segundo ele, a semana terminou com clima de pessimismo, uma vez que os países não demonstram disposição para um diálogo aberto – algo essencial em uma negociação.

Hoje, 03 de dezembro, começa a segunda rodada de negociações com a presença de ministros de vários países. A pressão é para que os governos encerrem a semana com algum acordo definitivo no que tange a segunda fase do Protocolo de Quioto, uma agenda de transição entre 2013 e 2020 (período em que o mundo deve atingir o nível mais alto de emissões de gases que causam o aquecimento da temperaturas no planeta) e um fundo de financiamento para que os países em desenvolvimento possam investir na transição para uma economia ecologicamente correta e menos agressiva ao planeta – o que evitaria o aquecimento da terra em mais de dois graus.

Apesar de todo o clima de pessimismo, uma vez que os países não estão abrindo mão de seus interesses nacionais para chegar a um acordo global, ainda há expectativas da que Doha seja o marco da criação de um documento que norteará os próximos passos da agenda das mudanças do clima. E é por isso que a COP18, ao contrário do que muitos dizem, é essencial e muito importante, pois é essa conferência que ditará os rumos das ações para evitar o aquecimento do planeta ao ponto de intensificar as tragédias naturais (como alagamentos e furacões). Para Corrêa do Lago, a segunda semana da COP18 é uma caixa de surpresas e tudo pode mudar até a próxima sexta-feira, 07 de dezembro.

Vamos acompanhar!

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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