Stencil Art.

SBPC Jovem : Graffiti Como Meio de Inclusão Social

O graffiti é uma expressão que surgiu muito antes do que se imagina, é uma arte feita desde o Império Romano e depois se popularizou nos Estados Unidos, na década de 70. Já no Maranhão ele surgiu a cerca de 20 anos. Com o tempo essa arte vem se aprimorando, contando com novas técnicas, como por exemplo, Stencil Art e o graffiti 3D.

Stencil Art.

Ao observar, é evidente sua presença espalhada por diversos lugares da cidade, e de alguma forma, consegue atrair a atenção de muitas pessoas que por eles passam. O Graffiti tem diversos suportes sociais que estão relacionados ao modo de conviver em sociedade, portanto faz com que cada vez mais tenhamos de abrir nossos olhos a novos caminhos a serem percorridos a quem busca desvendar essa arte urbana, o que pode ser considerado um canal de informação alternativa, com o intuito de analisar sua presença no território urbano e participação social, no meio de vida das pessoas em produzir realmente sua importância entre as questões a desvendar entre esse eixo exploratório de informações entre projetos culturais e o meio social. Assim, poderá avançar em seus objetivos práticos e legítimos, no tratamento de conhecimento e reconhecimento das práticas dos profissionais que lutam e preservam a arte urbana.

Durante a SBPC, oficinas de grafiti são destaque.

O Graffiti é o estilo que o ser humano incorpora para enfrentar as barreiras em seu cotidiano. Colocado de forma radical por um passado que foi revitalizado e legitimado perante a cultura que invade e promove o máximo respeito entre nós. Hoje em dia, a grande procura e as diferenças de pinturas fazem o Graffiti sobreviver nas ruas de uma forma rude e apaixonante, características que fazem elo a esse tipo de apresentação e está sendo desenvolvido e aceito cada vez mais pela sociedade.

Portanto essa cultura tem que ser valorizada, respeitada, digitalizada e aprimorada para ser entendida e reinventada no futuro como forma promissora das subjetividades, perpetuando as expressões das marcas em nossas manifestações culturais, utilizando a espacialidade como eixo articulador entre as práticas urbanas e humanas da sociedade.

O Graffiti entrou na SBPC Jovem para despertar a responsabilidade com o espaço urbano, visando assim os aspectos sociais envolvidos: educação, paz, amor e críticas sociopolíticas. Através desses valores houve o surgimento de diversas oficinas, como a Grafitudo, em São Luís. Ocorreu uma enorme aceitação por parte das pessoas que estavam presentes, levando o público até mesmo a participar da prática da grafitagem.

Confira o bate papo que a agencia jovem teve com os coordenadores das oficinas:

Como a Sociedade vê a Arte Urbana, o Grafite, nos Tempos Atuais?

A coordenadora Maira Teresa da Cidade de São Bernardo- MA, responde que “A oficina faz um estudo sobre o graffiti, observando os aspectos sociais das imagens, apelos à educação, a paz, ao meio ambiente, dentre outros assuntos. Percebe-se com o diálogo dos profissionais que há mais aceitação da arte, maior separação entre pichação e graffiti, o que torna mais fácil pedir permissão para grafitar em muros ou calçadas”. Realçou também a sua importância na educomunicação, como uma forma de linguagem e expressividade.

Houve também a participação do grafiteiro Edi Bruzaca que respondeu as seguintes perguntas:

Edi Bruzaca

Qual Salto o Graffiti vai dar agora com a Participação no SBPC?

Bruzaca: “Desde maio a gente vem conseguindo grandes espaços com a primeira exposição no Maranhão, e agora com a SBPC a visão do graffiti no Maranhão vai mudar, as pessoas vão procurar deixá-lo mais relevante, deixando um pouco de lado esse preconceito”.

Os jovens e adolescentes que tiverem interesse em ingressar na profissão, que meios devem procurar aqui na cidade?

Bruzaca: “Hoje só tem uma oficina de graffiti, na qual sou professor, no entanto é voltada ao público da zona rural. O que eu posso aconselhar é que os interessados em ingressar entrem em contado com grafiteiros para procurar algumas informações, pois é uma arte de expressão livre, na qual todos têm o direito de saber como funciona”.

Arte ou um Crime?

É neste contexto que, mais do que se legitimar como uma forma de arte – a partir do momento em que artistas como Keith Haring transpuseram as suas obras clandestinas para galerias e coleções particulares dos Estados Unidos essa deixou de ser uma preocupação – a discussão se centra atualmente em questões mais particulares tais como se o vandalismo (como o graffiti é encarado do ponto de vista legal) pode ser considerado uma forma de arte. E o graffiti poderá continuar a ser entendido como tal se for feito numa base legal

Em uma conversa com o grafiteiro Fabio Graff (25 anos, de Belém- PA), quanto a sua profissão, ele contou que começou a grafitar com 18 anos e não sofreu nenhum preconceito por parte da sua família, pois progrediu da pichação ao graffiti. Afirmou também participar de coletivos, como A Casa Preta e Cosp Tinta, que são institutos distintos, porém atuam juntos, tendo uma participação de universitários que promovem oficinas. Concluiu dizendo que nunca pensou em desistir e que por meio dessa arte tira o sustento de sua família.

Grafiti em tela

 Texto:Josinaldo Yankee (MA), Brenda Caldas (MA) , Melissa Gomes (MA) e Brenda Fernandes (MA) / Imagens: Josinaldo Yankee (MA). Jovenseducomunicadores em São Luis.

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