São Paulo: Crianças e adolescentes debatem políticas públicas em Conferência Lúdica

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SÃO PAULO: Começou hoje (19), no Centro de Convenções Anhembi, a etapa municipal da X Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente. Neste primeiro dia será realizada a modalidade Lúdica – apenas com delegados crianças e adolescentes, que discute e formula propostas de políticas a partir de atividades dinâmicas, artísticas e culturais. Mais de 400 delegados, de todas as regiões da cidade, foram credenciados hoje no evento.

Contra a redução da maioridade penal

Na abertura do evento, o secretário municipal de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy, ressaltou sua contrariedade em relação à proposta de redução da maioridade penal, em tramitação no Congresso. Acompanhado por um coro dos participantes pela não redução, o secretário reforçou que medidas que restrinjam direitos não serão eficazes contra a violência.

“Estou feliz em encontrar ressonância pela não redução aqui. Vai ser muito importante que a voz de vocês chegue aos deputados e senadores, para que eles saibam o que pensam as crianças e adolescentes sobre o tema”, disse.

Além do secretário, participaram da mesa de abertura a coordenadora do programa São Paulo Carinhosa, a primeira dama Ana Estela Haddad; e os adolescentes Lara de Oliveira Bispo e Alef de Oliveira Santos, que falaram sobre a importância de que as propostas das conferências sejam efetivadas; e o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, José Geraldo.

Por que Conferência?

Para o coordenador municipal de Políticas para Crianças e Adolescentes, Flariston da Silva, “uma das importâncias da Conferência é a do exercício da cidadania: as crianças e adolescentes precisam acreditar que são sujeitos de direitos; que elas podem ajudar a definir os rumos da cidade. A outra é que, por meio das propostas que as próprias crianças vão fazer, e daquilo que elas vão nos ajudar a enxergar que são problemas, nós vamos poder pensar políticas que melhorem a vida delas”, avaliou.

O adolescente delegado Arthur, de 11 anos, morador do Jardim Ângela, encontrou na Conferência uma forma de ajudar a melhorar a educação, “eu vejo que as escolas públicas são esquecidas, daí eu resolvi vir aqui para buscar melhores condições para alunos e professores”, disse.

As atividades da Conferência são divididas em 15 grupos de trabalho, onde crianças e adolescentes formulam propostas de políticas públicas, por meio de debates e atividades lúdicas.

 

* Adolescentes e jovens da Agência Jovem realizam a cobertura educomunicativa da X Conferência DCA, nos dias 19 (Lúdica), 20 e 21 (Convencional). A ação acontece no âmbito da Plataforma dos Centros Urbanos, uma iniciativa do UNICEF para garantir direitos da infância nas grandes cidades. 

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