São Paulo com a juventude

Seminário na Câmara Municipal dá os primeiros passos para a realização da Conferência Nacional de Juventude.

Da Agência Jovem de Notícias em São Paulo

Em 2011 estão rolando muitos espaços de conversas sobre/com e pela juventude, Brasil afora. São Paulo não está de fora desse diálogo. Por aqui aconteceu no dia 21 de maio, na Câmara Municipal, o Seminário “São Paulo pela juventude”, que reuniu representantes de diversos movimentos juvenis da cidade, dos poderes executivo e legislativo. A coordenadora executiva da Ação Educativa, Maria Virgínia Freitas, membro da comissão organizadora, falou da relevância desse momento em que acontece a atividade. “Tem uma importância imensa a gente realizar esse seminário agora, pois estamos no início da organização da II Conferência Nacional de Juventude (II CNJ) e nós, aqui em São Paulo, temos o desafio de fazer um processo amplo e participativo”. E destacou que o papel do seminário foi promover o encontro de diferentes atores para iniciar um processo amplo e longo de discussão sobre juventude na cidade.

O presidente do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) também ressaltou a importância da II CNJ para mobilizar a juventude. “A Conferência é uma grande oportunidade pra gente chamar os jovens dos diferentes lugares da cidade e das mais variadas formas de organizações para debater suas demandas, anseios e sonhos. É o espaço onde a gente vai procurar fechar um programa que consiga superar as dificuldades das juventudes na cidade, no estado e no país”, disse.

Para debater o papel do estado na garantia dos direitos da juventude, compuseram a primeira mesa do seminário a secretária-adjunta de juventude, Ângela Guimarães, o Coordenador Municipal de Juventude, João Gabriel Oshiro e o presidente da Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude, o vereador Alfredinho. “Em 2005 a gente inaugurou uma nova institucionalidade no Estado Brasileiro, com a criação da Secretaria Nacional de Juventude, do Conjuve e de uma série de políticas e programas para esse segmento. Até então a gente tinha apenas ações muito pontuais e dispersas em alguns ministérios, com pouco orçamento, sem intersetorialidade e sem instrumento de participação e controle social. Essa institucionalidade garante alguns passos fundamentais na garantia dos direitos da juventude”, analisou Ângela Guimarães.

Na segunda mesa o tema “diversos olhares da juventude”, foi abordado por representantes de diferentes movimentos juvenis, que falaram da atuação e demandas das juventudes, sob diferentes perspectivas. As questões levantadas pela mesa foram também debatidas pelo plenário no período da tarde, quando foram elaboradas questões, reflexões e proposições.

 

Solta o verbo!

Os jovens da Revista Viração ouviram alguns participantes do Seminário. Confira abaixo alguns depoimentos registrados.

O vereador Netinho de Paula com um semblante de choro, lembrando o seu passado: “Eu fui um menino de preferia como a grande maioria dos meninos daqui dessa cidade, e na periferia a gente discutia a questão da violência, maltrato da polícia nos anos 80. Era o surgimento do movimento do pagode se organizando, era o rap que estava chegando, era a formação das nossas gangues imitando o que os negros americanos faziam, e a gente se fortaleceu lutando contra a ação da policia”.

Dandara Cecilia, 18 Anos, diretora de cultura da União Paulista dos Estudantes Secundaristas de São Paulo: “É necessário que haja mais participação dos jovens aqui. As questões que foram muito debatidas aqui se referiam à participação e à organização de juventude no movimento estudantil, em conjunto com a forma que nós lidamos com os estudantes, incentivando a participação através da montagem de grêmios. Cada organização tem um meio de incentivar os jovens. A juventude está em todos os lugares, desde ônibus, até aqui, na Câmara Municipal”

Sandra Costa, conselheira municipal de juventude pela Educafro: “Um evento como esse deveria acontecer no mínimo umas três vezes ao ano, um seminário onde a gente coloca poder público, entidades, sociedade civil, grupos de jovens, sentados discutindo sobre políticas públicas. Eu sinto muita falta dos jovens neste lugar, mas acredito que essa ausência é por falta de informação, pois esses eventos não são muito divulgados e a informação não chega onde tem que chegar”.

Secretária-adjunta de juventude, Ângela Guimarães: “Fazendo juntos, fazemos mais”.

Se você esteve no Seminário deixe o seu depoimento aqui na Agência Jovem de Notícias.

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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