Dois jovens negros são assassinados por hora no País

genocidio

Já imaginou se dois aviões lotados de jovens, na sua maioria negros, caíssem por semana? Segundo dados preliminares de 2010 do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM),  essa é a mais dura realidade enfrentada pela juventude brasileira.

O Espírito Santo ocupa o segundo lugar em taxas de homicídios contra jovens no país, estando abaixo apenas do estado de Alagoas. Sua capital Vitória e os municípios de Vila Velha, Cariacica, Linhares, Serra, Guarapari e São Mateus, juntas concentraram, em 2011, 73% das mortes registradas em todo o Estado.

No período da escravidão lutamos por liberdade para sermos livres. No período da ditadura militar, lutamos por um País democrático, mas hoje vivemos em um Brasil  que tem sua juventude negra morta nas ruas.

A Carta Internacional dos Direitos Humanos – Declaração Universal dos Direitos do Homem de 10 de Dezembro de 1948, afirma, em seu artigo 1º que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. E o artigo 3º diz que “Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Ambos deixam claro que a violência que a juventude brasileira  sofre representa uma evidente violação aos direitos.

O Direito à vida tem que ser garantido pra todos os cidadãos, das grandes e pequenas cidades, na capital e do interior, pelo Estado. Não podemos tolerar que jovens sejam mortos e que seus sonhos sejam destruídos. Vivemos no País mais negro fora da África, temos a base da nossa história nos negros e; no nosso desenvolvimento, o seu sangue. Nossa juventude deseja e tem direito de viver.

Jessica Delcarro, do Espírito Santo | Imagem: UNEafro

 

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