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Saiba mais sobre as eleições à prefeitura de Porto Alegre – Agência Jovem de Notícias

Saiba mais sobre as eleições à prefeitura de Porto Alegre

| Por: Evelin Haslinger, do ViraJovem Porto Alegre (RS) e Ethel Rudnitzki, da redação

 

Tudo indica que a capital do Rio Grande do Sul,  Porto Alegre, terá segundo turno para a escolha do Prefeito/a que conduzirá a cidade pelos próximos quatro anos.

Conforme pesquisa IBOPE, divulgada no dia 23 de setembro, o candidato Sebastião Melo segue na frente com 29% das intenções, na sequência os candidatos Raul Pont (PT) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB) ambos com 17% , empatados tecnicamente com a candidata Luciana Genro (PSOL) que aparece com  12% .

Na mesma pesquisa, Sebastião Melo (PMDB) segue como favorito, vencendo dos demais adversários Nelson Marchezan Júnior (PSDB) , Raul Pont (PT) e Luciana Genro (PSOL) no segundo turno.

Em um cenário com o candidato Raul Pont, teríamos os seguintes resultados: Sebastião Melo seria eleito com 49% das intenções de votos  e Raul Pont com 29%. Votos em branco ou nulo somaram 16%  e os que não sabem ou não responderam 6%. Se o adversário fosse Nelson Marchezan Júnior, Sebastião Melo venceria com 40% das intenções de voto, contra 34%. Já com a disputa entre os candidatos Sebastião Melo e Luciana Genro, teríamos o seguinte cenário: ele venceria com 49% , e ela com 28%. Votos em branco ou nulo somaram 17% e 6% dos entrevistados manifestaram-se indecisos.

Sobre a taxa de rejeição dos eleitores em relação aos candidatos, Raul Pont foi o mais rejeitado com 35% , seguido por  Luciana Genro com 30% , Sebastião Melo 13% e  Nelson Marchezan 12%. Os que votariam em todos os candidatos totalizaram 10% e os indecisos 12%.

 

Perfis dos candidatos

Luciana Genro (PSOL) : A relação de Luciana Genro com a política e com a cidade de Porto Alegre (RS) já tem uma longa história. Aos 14 anos , no Colégio Júlio de Castilhos, já participava do movimento estudantil secundarista. Há 30 anos na política, foi deputada estadual pelo Estado do Rio Grande do Sul por dois mandatos, eleições de 1995 e 1999, e,  deputada federal também por duas gestões , 2003 e 2007. Fora de Porto Alegre, concorreu à presidência em 2014 pelo PSOL, perdendo para Dilma Rousseff.

Boa parte da sua trajetória, militou no Partido dos Trabalhadores (PT), não concordando mais com os  ideais do partido, saiu em 2002 do PT juntamente com os políticos e colegas de partido Heloísa Helena, Babá e João Fontes ajudando, assim, a  fundar em 2005 o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Além da vida pública, Luciana Genro, destacou-se também na Acadêmia. Graduou-se em Direito com pós-graduação em direito penal e é  mestranda em filosofia do direito pela USP. É autora dos livros “ A falência do PT e a atualidade da luta socialista”, e coautora da obra “Direitos Humanos, o Brasil no banco dos réus.”

Se eleita, pretende promover maior ocupação dos espaços urbanos, inaugurando ciclovias, ampliando espaços de lazer e esporte, e incentivando participação política. Também prevê o combate à corrupção por meio de uma gestão democrática e transparente. Além disso, quer ampliar os serviços básicos de igualdade (de gênero, raça e renda).  

 

Raul Pont (PT): Iniciou sua vida política ainda na juventude, no movimento estudantil da UFRGS nos anos 70, quando cursava a graduação em história. Nesta mesma época, foi preso por lutar contra a ditadura. Além do movimento estudantil, atuou no movimento sindical bancário e no sindicato dos professores (SINPRO/RS). Foi um dos fundadores do partido dos trabalhadores (PT), pelo qual já foi deputado estadual e federal por quatro mandatos, vice-prefeito de Porto Alegre em 1988 e Prefeito entre 1997 e 2000.  

Na sua gestão, deu continuidade ao orçamento participativo, projeto iniciado por gestões do PT em gestões passadas, e iniciou a construção da 3ª perimetral, via expressa que liga a zona sul à zona norte da cidade. Se eleito, pretende democratizar a cidade, criando políticas específicas para minorias (mulheres, negros, LGBTs, idosos e deficientes) e incentivando a revitalização da cidade, com wifi livre nas ruas, praças abertas e locais para economia colaborativa. Além disso, preocupado em desassociar seu nome ao estigma de corrupção que ronda seu partido, promete promover transparência.

 

Sebastião Melo (PMDB):  Atual Vice-Prefeito de Porto Alegre (RS), o “pmdbista” lidera as intenções de votos segundo dados da última pesquisas Ibope divulgada em 23 de setembro de 2016. Natural de Piracanjuba, cidade no sul de Goiás, muda-se para Porto Alegre em 1977, quando, anos depois , em 1988,  inicia sua vida política no movimento estudantil. Na época cursava a graduação de Direito na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), sendo então presidente do Centro Acadêmico Visconde de São Leopoldo nesta mesma universidade.

Em 1982, concorreu pela primeira vez à vereança, sendo eleito somente em 2000 e reeleito nas eleições de 2004 e 2008. Assumiu a presidência da Câmara de Vereadores, em 2009. Anos depois, em 2012, assume a vice- prefeitura de Porto Alegre até os dias atuais. Para a prefeitura, deve dar continuidade às políticas do atual prefeito, José Fortunatti (PDT), gestão com reprovação de 53%, mas pretende fazer mais mudanças e se afastar dos erros do governo atual.

 

Nelson Marchezan Junior (PSDB): Herdou de seu pai, o ex-deputado federal Nelson Marchezan, a sua relação com a política. Graduado em direito, em 2006 foi eleito o deputado estadual mais votado da bancada do PSDB no Rio Grande do Sul. Em 2010, foi eleito deputado federal, sendo o único gaúcho da bancada do PSDB a ocupar esta vaga. Atualmente, na Câmara Federal, participa de quatro comissões: Comissão de Finanças e Tributação; Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania; Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e Comissão de Defesa do Consumidor.

Se eleito, pretende, melhorar a segurança na cidade com mais patrulhamento da guarda civil, controle da brigada militar sobre fronteiras urbanas, e mais iluminação nas ruas. Também pretende tornar Porto Alegre, a “cidade amiga do empreendedor” facilitando a abertura de empresas na cidade e o andamento de processos de licitamento, além de favorecer empresas privadas nos transporte, cedendo corredores de onibus para taxis e lotações, e ampliando concessão de cobrança de tarifa à empresa Carris. Com suas propostas, acredita diminuir o desemprego e melhorar a economia da cidade

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