Rio+20: Agroecologia é uma das alternativas

Por Luana Luizy

Grupo de estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou durante a Cúpula dos Povos que existem, sim, novas alternativas de consumo para alimentos: ela chama-se agroecologia.
Devido à carência da temática no currículo de ciências biológicas da universidade, estudantes se organizaram em um grupo auto-gestionado, a fim de estimular o debate acerca dos impactos da agricultura moderna e suas alternativas.
O objetivo do grupo é fazer estudo do manejo agroecológico em espaço de experimentação; incentivo à feira agroecológica; extensão universitária para agricultores; experimentação de técnicas para recuperação de áreas degradadas através do Sistema Agroflorestal (SAF); realização de mutirão de manejos que estimulem a
cooperação e a construção conjunta de saberes.
“Conseguimos trazer a matéria de agroecologia para a grade curricular da UFRJ, começamos plantando no fundão da nossa universidade. Lá é um aterro, uma terra muito degradada, então no começo foi bem difícil, mas recuperamos a área”, afirma Luisa Genis, estudante de biologia da UFRJ.
Os estudantes conseguiram também construir uma feira agroecológica dentro da universidade que acontece todas às quintas-feiras.
Por que agrofloresta?
A agrofloresta configura-se como a produção de alimentos dentro do ritmo da natureza.
São sistemas de alta diversidade de espécies e plantio de culturas como leguminosas, maximizadas por atividades de manejo baseada na sucessão natural, reintegrando o homem e natureza. Ela é uma alternativa saudável alimentícia, livre de agrotóxicos.
Primeiro é feita adubação do solo, com legumininosas, sendo uma etapa de preparação.
É importante também fazer buracos no solo para deixar a água passar. O sistema de agrofloresta é rico em espécies e animais, torna-se um ecossistema.
“Começamos com sementes pioneiras, para adubação do solo. Leguminosas como feijão grandú, mucuna preta, algodão, abóbora, por exemplo, são importantes para a fortificação do solo. Depois, passamos para o estágio seguinte, com sementes de pitanga, acerola, graviola e amora. Estamos em um lugar de Mata Atlântica, então tentamos utilizar
espécies dessa região. Nosso objetivo também é trocar sementes, uma vez que está tendo extinção de algumas”, diz Adrian Pereira, estudante de biologia da UFRJ.

O coletivo formado por alunos graduados em biologia da Universidade Federal do Rio (Unirio) decidiu montar uma empresa que apresenta formas sustentáveis para o dia-dia, tais como: bioconstrução com terra e materias alternativas, aquecedores
solares, composteiras, captação e armazenamento d’água via cisterna, tanques, lagos, jardinagem ecológica.

Para saber mais, acesse:
SOL – Soluções Holísticas

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