Resultado de referendo mostra a xenofobia no Reino Unido

O referendo sobre a saída ou permanência do Reino Unido da União Europeia (UE) chegou ao fim. Com 51,9% dos votos, a Brexit, campanha para a separação do bloco, venceu.

A Grã-Bretanha é o segundo país mais rico da UE e sua saída deve afetar muito negativamente a economia da região. Logo nas primeiras horas do fim da votação, as duas moedas, Libra e Euro, se desvalorizaram muito.

Porém, o maior problema do resultado dessa votação não está tanto na economia, mas em uma questão social. A campanha pela saída da UE foi encabeçada por partidos reconhecidamente anti-imigração e, por vezes, xenófobos.

A participação da União Europeia garante uma série de direitos a imigrantes e refugiados. Primeiramente, permite que pessoas de outros países da Europa que fazem parte do bloco, transitem livremente pela região, podendo morar em outros países sem necessidade de visto especial e com direitos à saúde e educação como qualquer outro habitante. Além disso, outros acordos do bloco garantem o acolhimento de refugiados, como é o caso do acordo de Dublin. Assim, tanto europeus quanto sírios, poderiam ir mais facilmente ao Reino Unido, caso ele permanecesse no bloco.

Portanto, ir contra a permanência na UE pode significar ser contra a imigração. O candidato à presidência norte-americana reconhecidamente xenófobo, Donald Trump, apoiou o Brexit. Também o fanático de extrema-direita que matou há algumas semanas uma deputada do partido trabalhista inglês por ela ser pró acolhimento de sírios, apoiava.

Partes do Reino Unido, mais simpáticas à imigração, no entanto, votaram pela permanência. É o caso de Londres, cidade governada por um prefeito muçulmano e habitada por pessoas de todos os lugares do mundo. A Escócia também optou pela permanência, com mais de 60% dos votos. Isso, além de comprovar o caráter xenófobo do Brexit, pode intensificar a divisão interna no Reino Unido.

Redatora e repórter na Agência Jovem de Notícias

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