Qual futuro estamos construindo?

Como criar um ambiente seguro que fomente as trocas intergeracionais? A crise climática é um desafio e está na hora de conectar esse debate com reflexões e oportunidades

Por Amanda da Cruz Costa

Ilustração em fundo azul mostra criança brincando com balde de areia sobre um globo terrestre que está sendo demolido por duas máquinas escavadeiras.
Reprodução Pinterest

Ei mana, vemk: Você já parou para refletir sobre o futuro da juventude?

De acordo com a Organização Internacional de Trabalho, 1 em cada 6 jovens  (15 – 24 anos) perdeu o emprego durante a pandemia causada pelo COVID-19 – fato que evidencia a precariedade do mercado e afeta, principalmente, a Geração Z (nascidos a partir de 2000) e Geração Y (ou Millennials, nascidos entre 1985 até 1999).

Contudo, o desemprego estrutural é apenas um desafio do presente século. Estamos enfrentando crises econômicas, sociais e ambientais tão intensas que estão alterando as dinâmicas de todo o planeta!

Dado tantos desafios, será possível utilizar nossa vida profissional para resolver os complexos desafios deste mundo?

Já escutei muitos Baby Boomers (nascidos entre 1945 até 1964) e muitas pessoas da Geração X (nascidos entre 1965 até 1984) dizerem que não importa o que você faz, desde que você faça dinheiro. Será mesmo?

Percebo que grande parte da juventude não aceita mais as relações profissionais fundamentadas apenas na grana, mas está engajada em co-construir um futuro inclusivo, colaborativo e sustentável

Vimos nossos pais se matando de trabalhar, ascendendo economicamente, mas sofrendo com problemas psíquicos, como depressão e ansiedade, pelo simples fato de não encontrarem um propósito em suas atividades.

Querides, reflitam comigo: o desenvolvimento do mundo nos deu oportunidade de escolha, temos mais conhecimento do que a realeza do século passado! A internet possibilitou a democratização das informações e aumentou nossa chances de descobrir a forma que desejamos viver. Sendo assim, por que não ser intencional 100% nas nossas escolhas?

Estou conectada com jovens que cansaram do vitimismo e decidiram colocar as mãos na massa para desenhar uma nova realidade.

Essa juventude é ousada, criativa, persistente e divertida, desafia a lógica dominante e utiliza parte da sua força produtiva para solucionar os principais desafios deste século.

Contudo, força de vontade e good vibes não são suficientes para alterar o status quo. É necessário que as gerações dialoguem entre si, estabelecendo parcerias intergeracionais que promovam as mudanças que o nosso mundo tanto demanda.

Enquanto a juventude traz inovação, diversidade e disrupção, as pessoas mais experientes carregam a maturidade, a possibilidade de movimentar recursos e o poder para tomar decisões com grande capacidade de transformação. 

Mas agora, cabe a pergunta: Como criar um ambiente seguro que fomente as trocas intergeracionais?

Lindezas, existem infiniiiiiitas possibilidades! Mas quero utilizar esse espaço para compartilhar um pouco da minha realidade com vocês <3

Sou ativista climática e atuo como mobilizadora de redes do Youth Climate Leaders, uma organização internacional de educação ambiental. No dia 24 de novembro/2020 organizamos o Dia do Profissional do Clima (DPC), uma maratona global com 24h de atividades online para fomentar a:

  • Cooperação entre diferentes stakeholders da área política;
  • Cooperação entre empresas e organizações;
  • União interseccional e intergeracional entre os profissionais da área climática.

A crise climática é um dos principais desafios da humanidade, e está na hora de conectar esse debate com espaços de reflexão que possibilitem a oportunidade de desenhar “outros futuros”.

“A juventude exige justiça climática e equidade intergeracional.”

O Dia do Profissional do Clima permitiu a interação entre as gerações: X, Y, Z e Baby Boomers, além de incentivar uma cultura de aprendizagem e provocação, fazendo com que os jovens olhassem para seus hobbies como profissões que podem ser criadas! 

Gostaria de te convidar a encarar os desafios da humanidade, como o desemprego estrutural e a crise climática, como oportunidades de transformação social, econômica e ambiental. 

Que tal consumir conteúdo sobre o tema, desenvolver projetos para experimentar uma nova realidade e trazer intencionalidade para a criação de um novo futuro?

OBS:

Você está buscando trampo? A equipe YCL separou mais de 500 oportunidades relacionadas com as pautas socioambientais. Dá uma olhadinha neste link 🙂

Arte em fundo branco. Na lateral, linhas finas coloridas e foto de uma jovem negra sorrindo. Texto "Amanda da Cruz Costa. Ecofeminista, antirracista e jovem enbaixadora da ONU. Formanda em Relações Internacionais. Empreende o Perifa Sustentável, é mobilizadora de redes do Youth climate Leaders, articuladora do Engajamundo, Climate Reality Project, Global Shapers Community e United èople Global."

Esse texto foi escrito a partir das reflexões geradas durante a Maratona Dia do Profissional do Clima, que aconteceu no dia 24 de novembro de 2020, da qual a colunista participou de forma remota em respeito às regras de distanciamento impostas pela crise sanitária provocada pelo avanço da Covid-19.

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