Qual é a sua turma?

Tayane Scott, colaboradora da Vira em São Paulo

texto adaptado por Adriélly Santos.

Emos, mauricinhos, surfistas, metaleiros, nerds, micareteiros. A quantidade de nomes é infinita, maior do que a escalação do seu time do coração ou do que os elementos da tabela periódica. Não dá para contar quantos grupos diferentes existem hoje entre os adolescentes.

Cada uma dessas tribos tem um estilo próprio, gírias que só quem é do grupo entende e um jeito único de encarar a vida. Ou seja,  tem de tudo para todos os gostos. E mais: você pode escolher um hoje,outra amanhã, até encontrar aquela em que melhor se encaixe.

Escolher quem quer ser e onde se encaixar é uma necessidade típica da adolescência. É nessa fase que as amizades começam a se tornar mais maduras e os amigos passam a ocupar um lugar em destaque, muitas vezes maior que o dos pais.

“Como o jovem ainda está construindo a sua própria identidade, ele precisa se sentir inserido em algum grupo até definir o que quer para si, o que ele vai ser no futuro. É como se ele tivesse a necessidade de estar entre iguais, para poder interagir com o mundo.” Explica a importância  de se sentir parte de um grupo nessa idade a psicóloga especialista em adolescentes Olga Tessari.

Mas algumas tribos podem trazer problemas no lugar da interação e de novas amizades. São aquelas a favor do racismo, da homofobia ou coisas do gênero, que tocam o terror por aí e acabam por humilhar os outros. Muitos pais acham estranho o estilo adotado pelos filhos e, nessas horas, podem começar a surgir conflitos dentro de casa. Se isso acontecer, tem que rolar um esforço dos dois lados para resolver a situação da melhor forma.

Muitas pessoas não aceitam que seus filhos façam parte de alguma tribo porque criam uma expectativa com relação a eles. Querem que o adolescentes siga um modelo específico, mas é importante que os pais e a sociedade em geral, entendam que as tribos fazem parte vida do adolescente e não é porque, em algum momento, seu filho participa de uma tribo que ele fará parte dela para sempre.

EMO:

O que é: os emos surgiram no Brasil em 2003 junto com o estilo musical emocore, que engloba o som pesado do punk rock com letras que falam de sentimento, emoções. Essa tribo dá preferência a roupas pretas, às listras e ao xadrez. Maquiam os rostos com lápis preto, usam franjas caídas no rosto. São considerados emotivos e sensíveis.

Lucas Jordi de Oliveira, de 17 anos, diz que se tornou emo porque acha legal i estilo de vestir da tribo. ” Eu acho que o emo é da hora porque ele é carismático e amigável. Muita gente fala que o emo só vive chorando, mas isso foi coisa que inventaram.”

Skatista:

O que é: o skate chegou ao Brasil nas década de 60 mas só explodiu mesmo na década de 90, como crescimento de praticantes desse esporte. Essa tribo é conhecida por usar roupas mais largas e bonés.

Lucas Gabriel da Silva, de 18 anos, diz que escolheu ser skatista porque gosta do esporte desde pequeno. ” Aprender a levar as coisas com mais diversão, ver o lado bom de tudo e sempre procurar evoluir, não só no skate, mas como pessoa também, e um dia conseguir mudar pelo menos um pouco do padrão do skatista que a sociedade está acostumada a julgar sem conhecer.”

 

 

Essa matéria e muitas outras você pode ler na íntegra no site:

acesse: www.issuu.com/viracao/docs/ed_75

Adrielly

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