Proposições jovens no Seminário Internacional de Infância e Comunicação: Direitos, Democracia e Desenvolvimento

Por Alex Pamplona (PA), Neltinha Oliveira (MG), Nikolas Brandão (MA), Enderson Araújo (BA), Daniela Rueda e Webert da Cruz (DF) e Cris Uchôa (SP), em Brasília (DF)

Na última semana, 8 jovens da Renajoc (Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicador@s) participaram do Seminário Internacional Infância e Comunicação: Direitos, Democracia e Desenvolvimento, que aconteceu em Brasília (DF) entre 6 e 8 de março. Na tarde do dia 7, a turma da Rede manifestou, por meio de uma intervenção, a preocupação sobre a participação insuficiente do público infantojuvenil no evento.

Diante disso, a Renajoc foi provocada a apresentar proposta de questões chaves sobre os direitos de infância, adolescência e juventude ligadas à comunicação. Essas propostas entraram no documento final do seminário.

Essa foi uma conquista de última hora e a construção da carta, que você lê abaixo, foi feita coletivamente entre os participantes da Rede espalhados pelo Brasil. Confira o resultado final:

 

Proposições jovens no Seminário Internacional de Infância e Comunicação: Direitos, Democracia e Desenvolvimento 

Nós, adolescentes e jovens presentes neste Seminário Internacional de Infância e Comunicação: Direitos, Democracia e Desenvolvimento, por meio desta carta, encaminhamos abaixo alguns questionamentos. O intuito deste instrumento é de contribuir e reivindicar providências no que diz respeito a garantia de direitos conforme as realidades das  juventudes brasileiras.

1 – Garantir mais espaço e visibilidade no que diz respeito a produção de conteúdos por crianças, adolescentes e jovens. Fazendo com que as iniciativas alternativas que já existem possam ter condições de competir com os meios mais tradicionais.

2 – Questionar o termo protagonismo juvenil buscando na verdade uma paridade de participação e de voz entre crianças, adolescentes, jovens e adultos, para provocarmos questionamentos e também sermos questionados nos mais diversos espaços de participação.

3 – Reestruturar o Conselho Nacional de Comunicação e garantir a participação de adolescentes e jovens.

4 – Fortalecer as TVs públicas e comunitárias.

5 – Ampliar a programação educativa, para que ocupe mais tempo de programação e mais faixas de horário.

6 – Incentivar, por meio de financiamentos, programas ou veículos de comunicação com conteúdos que tenham a participação infanto-juvenil na sua criação e/ou produção.

7 – Ter sempre em mente, na organização de eventos sobre crianças, adolescentes e jovens, a necessidade de contar com ampla participação destes.

E ainda lembramos que na última conferência do Conselho Nacional de Juventude foram fortemente recomendadas as propostas de:

8 – Apreciação em curto prazo do Marco Regulatório das Comunicações.

9 – Dar ênfase na discussão do Plano Nacional de Banda Larga.

10 – Transformar a educomunicação, em suas diversas formas, em política pública, ou seja, que o sistema público possa incentivar ações educomunicativas.

Quem vai ter peito para tudo isso? Nós, adolescentes e jovens estamos a disposição!

Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicador@s – Renajoc

Assista abaixo o vídeo sobre esse momento!

 

 

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1 Comentário

  • Quero deixar uma dica, levantem junto às Câmaras Municipais todos os tipos de leis relativos a garantia de direitos da criança e acione o poder Executivo para que as coloquem em prática.

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