Presidente do INEP fala de mudanças na correção do ENEM durante SBPC

Em coletiva de imprensa na manhã de hoje, dia 26 de Julho, durante a 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), Luiz Cláudio Costa, anunciou mudanças  na correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), visando melhorar a análise dessas. Dentre as mudanças, citou a contratação de 40% mais corretores de textos, passando assim dos atuais três mil para cerca de quatro mil e duzentos avaliadores.

Antes de a nova estrutura entrar em vigor, a redação do aluno estava sujeita a duas correções e havendo uma diferença de 300 pontos entre ambas, o texto estaria sujeito a uma terceira avaliação, que, por sua vez, em uma última instância, determinaria a nota do estudante.
Visando a mudança desse modelo de avaliação, modificações foram feitas, as quais já haviam sido citadas em outras ocasiões, mas foram frisadas pelo presidente. Destacam-se:

  • Liberação de R$2 milhões em editais objetivando a realização de estudos e discussões sobre a correção das redações do ENEM;
  • Avaliação por um comitê de especialistas da redação da prova através do uso de 5 competências;
  • Os alunos terão acesso aos seus respectivos textos 60 dias após a correção dos mesmos;
  • A partir da semana que vem, estarão disponíveis “Guias de Redação”, que tem por objetivo orientar o aluno perante as competências exigidas pelo teste;
  • Diminuição da discrepância de pontos entre corretores que concede a correção do texto por um terceiro avaliador. Tal pontuação passa a ser 200 pontos.
  • Avaliação do teste textual por uma competência acima do terceiro corretor, formada por uma banca de outros três corretores, caso apresente-se uma diferença de pontuação significativa também com este terceiro;
  • Avaliação da discrepância pontual por, também, competências, sendo neste caso a pontuação que concede outra avaliação de 80 pontos por competência;


Tratando de outros temas

Quando questionado sobre a greve nas Universidades Federais, Luiz afirmou que já estão disponibilizados cerca de R$4 bilhões para o aumento salarial dos professores, proporcionando assim uma ampliação de no mínimo 25% , que, segundo o presidente do INEP, é o valor máximo considerando-se o cenário de crise mundial. Acrescentou ainda que tal acréscimo viria para valorizar o mérito, ou seja, incentivar que o profissional curse outras graduações, e não pelo fato de estar ocorrendo greve em 57 das 59 Universidades Federais do país.

Proclamou comentários positivos em pergunta sobre o que ele estava achando do evento em que viera rapidamente, e disse que o tema escolhido, “Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza”, foi crucial para a existência de uma abordagem social que responde a questão retórica que ele citou: “A quem deve servir a ciência?”.

Texto: Gustavo Serafim (MA)| Imagem: Mauricio de Paula (MA)

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