PREENCHENDO O VAZIO: A liderança dos Estados subnacionais

Irene Da Rin Betta e Madalena Lima /tradução: Alexandra Lopes

Mesmo com a Agenda Climática de Trump, os Estados Unidos estão determinados a honrar o Acordo de Paris e as suas diretrizes. Mas como tencionam fazê-lo?

Em resposta ao recuo da Casa Branca, eis que surge um novo organismo – a Aliança Climática dos Estados Unidos, uma coligação bilateral de 15 governadores Estaduais, criada em Junho de 2017, cujos objetivos se centram na:

  • Implementação de políticas de redução de gases de Efeito de Estufa, visando alcançar-se, em 2025, uma diminuição de 26% a 27% em comparação com os níveis registados em 2005;
  • Comunicação à Comunidade Internacional do progresso registado na sequência da implementação dessas políticas através da participação em negociações internacionais;
  • Adoção de políticas de promoção da utilização de energias limpas e de redução dos nível de dióxido de carbono a nível estatal e federal.

No dia anterior, um número de governadores norte americanos, incluindo Jerry Brow (Califórnia); J. Inslee (Washington); K. Brown (Oregon); T. McAuliffe (Virgínia); A. Schwarzenegger (antecessor do governador da Califórnia Jerry Brown) reuniram-se na Zona de Bona para apresentarem as suas ideias e nós tivemos a oportunidade de participar nesta sua iniciativa.

“Não importa se é Republicano ou Democrata, todos marchamos na mesma direção. Não se trata de um tema político, mas de uma questão humana”, referiu Scharwzenegger, congratulando J. Brown, o seu sucessor republicano.

A ideia subjacente é que, apesar do impacto negativo da ação do Governo federal, os Estados Federais preservam um amplo poder regulatório que poderá ser direcionado para a persecução de medidas consistentes com aqueles que são os objetivos Comunidade Internacional.

Tal como Jerry Brown, “Trump é apenas uma pequena parte do problema, independentemente do que faça, todos nós temos de fazer a nossa parte”.

Um exemplo concreto do papel propulsor destes Estados Federados projetou-se no anúncio de um Acordo inovador realizado entre o Canadá, o México e a Aliança Climática dos Estados Unidos tendo em vista a criação do Diálogo Norte Americano de Liderança Climática.

Trata-se de um compromisso conjunto de combate às alterações climáticas e de promoção de um crescimento económico “limpo” ao longo de toda a América do Norte. A este propósito, todos os oradores deste evento realçaram que as alterações climáticas poderão também ser interpretadas como uma oportunidade económica – o desenvolvimento não tem de ser alcançado necessariamente sem preocupações ambientais e vice-versa.

É, aliás, na sequência desta crença que se justifica o apoio financeiro a esta iniciativa, bem como a partilha de conhecimentos com as comunidades menos desenvolvidas, pois, tal como afirma C. Ballard, Ministro do Ambiente em Ontário, “a poluição desconhece barreiras geográficas”.

Em suma, existem alternativas que, tendo como base o slogan “Trump can’t stop us” (Trump não pode nos parar), podem ser usadas e exploradas com grande determinação e entusiasmo.

Note-se, no entanto, que esta não foi a única máxima extraída durante o dia. Um evento oficial organizado em representação dos Estados Unidos foi convocado para a mesma tarde. Contudo, o mesmo veio a ser interrompido por uma manifestação organizada por jovens e indígenas que reivindicavam a ineficácia das políticas climáticas levadas a cabo pelo Estados Unidos.

Será que os Estados Unidos irão falhar?

Agência Jovem de Notícias

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