(português/italiano/english) COY9: Estamos prontos para fazer a diferença

Por Umberto Pessot, para Agência Jovem de Notícias, da COP19

O encontro internacional dos jovens (COY9) em preparação para a Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas (COP19) chegou ao final. Para os cerca de 400 jovens que participaram do evento em Varsóvia, entre sete e 10 de novembro, é o momento de fazermos um balanço geral. É uma tarefa difícil, porque as atividades aconteceram tão velozmente quanto as emoções que nos cercaram durante esses dias. Em todo caso, tentaremos fazê-lo como tentativa de envolver a maior quantidade possível de pessoas no que foi, para nós, uma etapa, um trampolim para nos aproximarmos da COP19, e também um laboratório de colaboração entre jovens de todas as partes do mundo.

O que provavelmente mais me impressionou foi o sistema de organização adotado para gerir todas as reuniões e interações entre as pessoas: extremamente democrático e participativo. Os workshops foram geridos por facilitadores que moderaram os diálogos e procuraram canalizá-los em direção aos temas, já o restante das atividades foram deixadas à iniciativa espontânea das pessoas. A sensação era de estar em um grande e único laboratório de participação política, para além dos habituais workshops sobre temas mais ou menos definidos. Percebia-se um fermento cultural e pessoal que contagiava e trazia algo para a experiência de vida de todos.

As atividades e o ambiente eram favoráveis ao intercâmbio recíproco permitindo a criação de um network entre jovens e associações de todo o mundo, espelhando muito bem a dimensão fortemente global do problema tratado. A partir daqui, temos a necessidade de organização e de uma coordenação que se desenvolva a partir de cada região da terra. A COY9 foi também um momento de criação de amizades e de esperança para jovens que, com frequência, veem seu ativismo cotidiano esmagado por uma maioria de amigos e colegas passivos e indiferentes.

Para finalizar, foi um momento para colher ideias e programas, buscando criar, com poucos recursos, algumas ações de advocacy e lobby dentro e fora da COP, para tentar influenciar efetivamente o processo de decisão sobre um tema que definirá o futuro de nosso planeta. Em torno desse desafio, coloca-se a credibilidade de um projeto criado por jovens para tentar inovar, mas também renovar, um mundo onde situações muito críticas precisam ser resolvidas rapidamente se queremos garantir a equidade entre gerações, princípio que surgiu com força durante os trabalhos da COY9. Para mudar, é preciso a mobilização de cada um, porque o problema da mudança climática é de todos e é preciso fazer algo imediatamente.

Seria bom recuperar a concepção de terra como “Mãe” dos nossos sonhos, aspirações e também fracassos. No fundo, precisamos repensar esse momento depois da COY9 não como o final de algo, mas como o início de um compromisso coletivo para salvar aquela que nos gerou, uma “mãe” cheia de boa vontade, muitas vezes maltratada pelos filhos ingratos.

ESTAMOS NOS MOVIMENTANDO, E VOCÊ?

 

 

Versione Italiano: 

COY9:  Siamo pronti per contare qualcosa

Di Umberto Pessot, della Agenzia Giovanile di Notizie, nella COP19

L’incontro internazionale dei giovani (COY9) in preparazione alla Conferenza ONU sul Clima (COP19) è giunta al termine. È arrivato il tempo di fare dei bilanci per i circa 400 ragazzi che hanno partecipato all’evento a Varsavia dal 7 al 10 novembre. Risulta un’operazione difficile perché gli eventi si sono susseguiti molto velocemente come le emozioni che ci permeavano durante la giornata. In ogni caso ci proviamo anche per rendere partecipi più persone possibili di quello che è stato per noi una tappa, un trampolino di lancio in vista della COP, ma anche un laboratorio esperienziale di collaborazione fra giovani da ogni parte del globo.

La cosa forse che maggiormente ci ha colpito è il sistema organizzativo adottato per gestire tutte le riunioni e l’interazione fra le persone: estremamente democratico e partecipativo. I workshop erano gestiti da “facilitatori” che moderavano il dialogo e cercavano di incanalarlo su un tema, il resto era lasciato alla libera iniziativa delle persone che solo alla fine in modo comunitario, se necessario, pervenivano a una conclusione condivisa da tutti. Si provava la chiara sensazione di trovarsi in un unico e grande laboratorio di partecipazione politica piuttosto che in singoli workshop su temi più o meno particolari. Si percepiva un fermento culturale e personale che contagiava e donava qualcosa da mettere nel bagaglio di vita di ognuno.

L’attività e l’ambiente favorevole all’interscambio reciproco ha permesso di creare network fra giovani e associazioni di tutto  il mondo, rendendo benissimo la dimensione fortemente globale del problema trattato. Da qui la necessità di un organizzazione e un coordinamento che si sviluppi da angolo della terra. Ma la COY9 è stata anche la creazione di amicizie e di speranza per giovani che spesso vedono il loro attivismo nel quotidiano schiacciato da una maggioranza di coetanei  tendenzialmente passiva e indifferente.

In ultimo, è stata anche un occasione per raccogliere idee e programmi per cercare di creare, con poveri mezzi, delle azioni di advocacy e di lobby, dentro e fuori la COP, per tentare di influenzare effettivamente il processo decisionale su un tema che deciderà il futuro del nostro pianeta. Intorno a questa sfida si gioca la credibilità di un progetto creato da giovani per tentare di innovare ma anche rinnovare un mondo che ha ancora molte criticità che devono essere risolte in fretta se vogliamo garantire l’equità intergenerazionale, principio emerso con forza durante i lavori della COY9. Per cambiare c’è il bisogno della mobilitazione di ognuno, perché quello del cambiamento climatico è un problema di tutti e bisognaI fare qualcosa e in fretta.

Sarebbe bello recuperare la concezione di terra come “Madre” nostra, dei nostri sogni, aspirazioni e anche fallimenti. In fondo ripensandoci questo momento dopo la COY9  non è la fine di qualcosa ma è l’inizio di un impegno condiviso per salvare colei che ci ha generato, donna piena di benevolenza troppo spesso maltrattata da figli ingrati.

NOI CI STIAMO METTENDO IN MOVIMENTO E TU?

 

English Version:

Coy9 – We are ready to make the difference

By Umberto Pessot, from the Youth Press Agency, at COP19

The international gathering of young people (COY9), in the lead-up to the UN Climate Conference (COP19), reached the end. For the almost 400 young people who attended the event in Warsaw 7-10 of November, it’s time to take stock. It is a difficult task, because the activities took place as fast as the emotions that surrounded us during these days. In any case, we will try to do it also to involve the largest number of people, in what was for us a stage, a springboard to approach COP, but also an experiential laboratory collaboration between young people from all over the world.

The thing that perhaps has impressed me the most was the adopted organizational system to manage all meetings and interactions between people: extremely democratic and participatory. The workshops were managed by “facilitators” who moderated the dialogue and sought to channel them toward a theme, the rest of the activities were left to the spontaneous initiative of the people. It had the distinct feeling of being in a great and unique laboratory for political participation, beyond the usual workshops on topics more or less defined. Perceived to be a personal and cultural “ferment” that was contagious and brought something to the experience for the lives of all.

The activities and the atmosphere for reciprocal exchange allowed the creation of a network between young people and associations from around the world, reflecting the very strong global dimension of the problem addressed. From here, we have the need of organization and coordination to be developed in every region of the Earth. But COY9 was also a time for creating friendships and hope for young people who often see their daily activism crushed by a majority of passive and indifferent friends.

Finally, it was also an occasion to gather ideas and programs seeking to create, with few resources, some advocacy and lobbying actions within and outside COP. The aim is try to influence effectively the decision-making process on a theme that will define the future of our planet. Around this challenge, it puts credibility on this project created by young people that try to innovate but also renovate, a world with still very critical situations that need to be resolved quickly if we want to ensure intergenerational equity. This principle emerged forcefully during the work of COY9 and refers to the right of the future generations to be considered in the negotiations about climate change. To modify current scenario, we need to mobilize every one, once it’s everyone’s problem and something must be done immediately.

It would be nice to recover the concept of the Earth as the “Mother” of our dreams, aspirations and also failures. In the background, we need to rethink this moment after COY9 not as the end of something, but as the beginning of a collective commitment to save the one that gave us birth, a mother full of good will but too often mistreated by ungrateful children.

WE ARE MOVING, WHAT ABOUT YOU?

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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